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Quadrilha leva R$ 315 mil em super-assalto a banco

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BLEINE OLIVEIRA O segundo assalto a banco em menos de 48 horas, os dois com o seqüestro de gerentes, em Maceió, está obrigando as polícias Civil e Militar a rediscutirem suas estratégias de combate ao crime. O próprio diretor metropolitano da Polícia Civil, delegado Alcides Andrade, e o comandante de Policiamento da Capital, coronel Jorge Coutinho, admitem que surgiu em Alagoas uma nova modalidade de ação criminosa: o seqüestro de gerentes de bancos para viabilizar o roubo reduzindo os riscos de confronto com policiais. Ontem, esta modalidade rendeu a assaltantes que agiram na agência do Banco Real, no Farol, um dos valores mais altos já registrados pela polícia: R$ 315 mil. Segundo informações do delegado, os bandidos não apenas seqüestraram o gerente como colocaram em seu corpo um artefato que explodiria, acionado por um notebook, caso ele se recusasse a abrir o cofre. ?Ainda não dá para saber se era uma bomba, mas o gerente não quis arriscar?, disse Andrade, revelando que a Polícia Civil não tinha ainda conseguido ouvir o depoimento do gerente, pois este ficou transtornado após a violenta experiência que viveu. O gerente foi abordado quando saía do Cesmac e se dirigia para casa, no bairro de Mangabeiras. Os bandidos o mantiveram como refém junto com a família durante toda a noite e madrugada de terça-feira. Na manhã de ontem, momentos antes do horário de abertura do banco, o gerente foi levado à agência e obrigado a abrir o cofre, de onde os marginais levaram R$ 315 mil. Na segunda-feira, 16, uma quadrilha seqüestrou o gerente de uma agência do banco Itaú, de onde levou R$ 36 mil. A família do gerente foi mantida como refém durante toda a ação dos criminosos. ?Eles pretendiam aguardar o horário de abertura programada de outro cofre, que ocorreria às 10h30, mas desistiram ao saber que por volta de 10h policiais se posicionam nas proximidades do banco?, revela o delegado Alcides Andrade. Esses dois assaltos surpreenderam aos órgãos de segurança pública, que até então não tinham registro de casos sequer semelhantes. ?Estamos diante de uma nova ação criminosa e isso exige da Polícia a adoção de novos métodos. Sabemos que o assalto ao Real foi praticado por uma quadrilha de Pernambuco, que pode ter sido a mesma que assaltou o Itaú?, completou ele, revelando, ainda, que o bando é formado por oito pessoas.

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