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Banc�rios cobram a��es do governo contra crimes

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FÁBIA ASSUMPÇÃO O secretário de Defesa Social, Robervaldo Davino, admitiu que pode estar existindo alguma falha no sistema de segurança montado para evitar assaltos às agências bancárias. A avaliação foi feita ontem de manhã durante uma reunião, no quartel geral da Polícia Militar, com representantes dos bancos e do Sindicato dos Bancários, que cobraram repressão aos grupos de assaltantes que atuam em Maceió. ?Nosso objetivo nessa reunião é identificar onde está existindo essa falha e procurar corrigi-la?, observou Davino. O secretário ressaltou que no ano passado foi registrado apenas um assalto à agência bancária em Alagoas. Mas, este ano, a situação já começa a preocupar. Só nos dois primeiros dois meses do ano, já ocorreram três assaltos a bancos em Maceió. Esta semana foram assaltadas as agências do Itaú, na Pajuçara, e do Banco Real, no Farol. Em janeiro, já havia sido registrado um assalto na agência da Caixa Econômica, na Pajuçara. O comandante da Polícia Militar de Alagoas, coronel Edmilson Cavalcante salientou que o setor bancário é uma variante que sempre preocupa a segurança pública. Segundo ele, o que mais preocupa é que os assaltantes de banco vêm mudando seu modo de agir, o que torna mais difícil a ação de prevenção por parte da polícia. Agora, os criminosos estão fazendo reféns funcionários dos bancos e seus familiares para terem acesso às agências. Essa mudança no modo de agir dos assaltantes também preocupa o dirigente do Sindicato dos Bancários. O diretor da entidade, Daniel Nunes ? membro do Conselho Estadual de Segurança e Justiça - explicou que o número de assaltos a bancos vinha reduzindo nos últimos anos, principalmente por causa dos investimentos dos bancos no sistema de segurança das agências. Só que para burlar esse sistema, os assaltantes estão mudando seu modo de atuação, seqüestram os funcionários e colocam sob ameaça suas famílias. O chefe de segurança da Caixa ? que preferiu não revelar o nome - informou que o banco está investindo em medidas preventivas, orientando seus funcionários a mudarem de rotina, como observar se há pessoas estranhas ao chegar próximo à residência e instruir as pessoas da casa a não abrirem a porta para estranhos. Os mais visados pelos assaltantes são os gerentes, tesoureiros e supervisores. Segundo o responsável pela segurança da Caixa, o assalto à agência da Caixa na Pajuçara teve a mesma característica do ocorrido no Banco Real, esta semana. ?Eles chegam à casa do funcionário escolhido na hora em que ele está chegando do trabalho, torna reféns os que estão em casa. No outro dia, eles vão com o funcionário à agência para fazer o assalto e ficam fazendo ameaças com as pessoas que estão em casa?.

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