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Acusados de invadir delegacia t�m pris�o decretada

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A Justiça decretou a prisão preventiva de sete pessoas suspeitas de invadir o prédio da Delegacia de Joaquim Gomes, distante 72 quilômetros de Maceió, e tentar retirar um preso das mãos dos policiais. O menor J.A.S., de 14 anos, acusado de ter iniciado o tiroteio que culminou com a morte de José Ronaldo dos Santos, 21, baleado pela polícia, foi transferido para o Centro de Ressocialização Masculino, no Tabuleiro do Martins. A tentativa de retirar o preso da delegacia aconteceu na sexta-feira da semana passada. Três policiais saíram feridos no confronto. O delegado local Antônio Rosalvo Cardoso confirmou a prisão de Manoel José da Silva, 25, o ?Mano?, um dos integrantes da ?galera? que tentou libertar Roberto José da Silva, 32, pivô da confusão. Roberto estava com um revólver Taurus, calibre 38, ?brincando? o carnaval, em pleno centro do município, quando foi flagrado pelos policiais. Como não conseguiu escapar da prisão ? ele foi abordado por quatro militares - José Roberto deixou o local gritando por socorro e pedindo a intervenção de colegas. ?Ao chegar à delegacia os militares foram cercados e atacados a pedradas, socos e pontapés?, declarou o delegado. O soldado PM Erivan levou uma pedrada na cabeça e está com suspeita de traumatismo craniano, o policial civil Paulo foi ferido na perna; enquanto o também soldado PM Fragoso foi lesionado no pé. O delegado Antônio Rosalvo ressaltou, porém, que foi o disparo da arma em direção ao prédio da delegacia que levou os policiais a revidar e ferir José Ronaldo, que morreu no hospital do município. Na última sexta-feira, o juiz Gilvan de Santana, da comarca de Joaquim Gomes, decretou a prisão de Manoel José da Silva, determinando sua transferência para o Presídio Cirydião Durval, em Maceió, e de outras seis pessoas, identificadas pelos apelidos de ?Giu?, ?Júnior?, ?Toca?, ?Cachorrão?, ?Neném? e ?Ovo?, que estão foragidos. Roberto José da Silva, autuado em flagrante por porte ilegal, também foi transferido para o Cirydião Durval. Todo o grupo, exceto J.A.S., que por ser menor será submetido à investigação social e não a inquérito, foi indiciado pela Polícia Civil por crime de arrebatamento, tentativa de homicídio, lesão corporal, ameaça, dano qualificado e formação de quadrilha. O delegado de Joaquim Gomes suspeita que o grupo esteja envolvido em tráfico e consumo de maconha. ?Ronaldo, que morreu na confusão, tinha problemas com a Justiça do Estado do Espírito Santo?, informou Antônio Rosalvo.

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