Polícia
Protesto marca julgamento de seis militares
GILVAN FERREIRA O julgamento do presidente da Associação de Cabos e Soldados, Wagner Simas, e de mais cinco oficiais da PM acusados de crimes por causa do aquartelamento ocorrido em junho de 2001, durante os protestos por aumento de salário e melhores condições de trabalho, mobiliza as entidades de classe que representam os militares, o Sindicato de Policiais Civis e entidades da sociedade civil, que prometem protestos contra a ameaça de expulsão e prisão dos militares. O julgamento acontece hoje, às 14h30, no Salão do 3º Tribunal do Júri do Fórum de Maceió, no mesmo local onde foram julgados o ex-tenente- coronel Manoel Francisco Cavalcante e o PM Garibalde Amorim, condenados pelo assassinato do coordenador-geral de Administração Tributária, Sílvio Vianna. O júri será presidido pelo juiz auditor militar James Magalhães de Medeiros, que, ao ser informado das ameaças de protestos durante o julgamento, determinou um reforço de segurança em todo o Fórum de Maceió. As medidas do juiz James Magalhães incluem o aumento do contingente da Polícia Militar nas áreas interna e externa do Salão do 3º Tribunal; a proibição de utilização de armas dentro da sala de julgamento; a proibição de uso de telefones celulares e uma revista ?rigorosa? de todas as pessoas que terão acesso à sala de julgamento. Oficiais ligados ao comando da PM garantem que não há clima de tensão dentro da corporação e consideram que as medidas de segurança determinadas pelo juiz ?são exageradas?. No final do seu despacho, que foi publicado no Diário Oficial do Estado, o juiz Magalhães ameaça de punição os oficiais responsáveis pela segurança interna, tenente Guilherme, e externa, coronel Jorge Coutinho, caso não obedeçam às normas definidas por ele. ?Caberá aos oficiais responsáveis pela segurança interna e externa do Fórum de Maceió, o fiel cumprimento desta portaria, os quais responderão por seus atos e omissões?, alerta James Magalhães. Apesar do forte esquema de segurança, os representantes das entidades de classe dos policiais militares e civis prometem mobilizar um grande número de pessoas para protestar contra uma possível condenação dos seis militares. Ontem, o presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindipol), Mário Jorge, divulgou nota de protesto contra o julgamento dos militares, na qual convoca os policiais civis e entidades sindicais para participarem dos protestos em favor dos PMs. Quatro juízes decidirão a sorte dos réus: os coronéis Jorge Coutinho, Manoel Vasconcelos e Veríssimo Correia da Rocha, além do major Dimas Barros.