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Sai hoje senten�a para militares “rebeldes”

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GILVAN FERREIRA Em clima de tensão e expectativa, o presidente da Associação de Cabos e Soldados, Wagner Simas, e mais cinco oficiais e sub-oficiais da PM começaram a ser julgados ontem, no Fórum de Maceió. Os militares são acusados de liderar o último movimento de paralisação (aquartelamento) na Polícia Militar, que aconteceu em julho de 2001. O júri do Tribunal Militar é formado pelo juiz James Magalhães e os juízes militares coronéis Jorge Coutinho, Manoel Vasconcelos e Veríssimo Correia e o major Dimas Barros. Estão no banco dos réus (além de Wagner Simas) os majores João Jonas Gomes e Hermes Cordeiro de Melo, os sargentos Ednor Nascimento Santos e José Alberto da Silva e o cabo Marival Rocha. Entre as 16 acusações de crime contra os militares estão invasão à unidade militar, motim, omissão à lealdade militar, conspiração, apologia de fato criminoso e violência contra superiores. Em caso de condenação, os seis militares podem ser expulsos e pegar até 30 anos de prisão. O advogado dos PMs, Tutmés Ayran, antecipou que uma das teses da defesa é a negativa de crime. Os seis acusados negaram qualquer participação na invasão do 1º Batalhão da Polícia Militar, no Trapiche da Barra, ou qualquer ato contrário às regras militares. ?Todas essas acusações dizem respeito à indisciplina militar, que não houve?, argumentou o advogado. ?O que houve foi o direito que as pessoas têm de exercitar as suas divergências e ter suas opiniões. Não se confunde isso com indisciplina, certamente não houve crime?, acrescentou Ayran. Segundo ele, ?não houve violência nenhuma, em momento nenhum ? o que é comprovado pelas próprias testemunhas de acusação, que foram unânimes em afirmar que a ocupação do quartel se deu por 10 a 20 minutos, de modo pacífico, sem agressão verbal ou física?. O advogado dos militares disse ainda que ?essa é a tese central. Também é evidente a desproporcionalidade entre a conduta praticada e a penalização sugerida?. Com isso, ele considera exagerada a perspectiva da punição prevista, que junta expulsão e cadeia. ?Se somarmos as penas mínimas dos crimes imputados aos militares vai dar 20 anos de cadeia. É inteiramente absurdo condenar alguém a 20 anos de cadeia porque pleiteava aumento de salário de forma pacífica?, disse Tutmés Ayran. O julgamento lotou as depedências do Salão do 3º Tribunal do Júri de Maceió. Prevendo protestos, o juiz James Magalhães e o comando da Polícia Militar adotaram várias medidas de segurança, que envolveram a utilização de detectores de metais, proibição de uso de celulares e limitação do número de pessoas na sala do júri. O esquema de segurança envolveu a presença de policiais do Bope, do Grupamento Tigre e do Batalhão de Guardas. O julgamento está sendo acompanhado por lideranças sindicais, alunos do curso de oficial da PM de Alagoas, advogados, estudantes de Direito e vários parentes dos militares. A previsão do juiz James Magalhães é que o julgamento seja encerrado hoje à noite.

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