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Cozinheira se desespera ao depor sobre morte de irm�

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?Se eu soubesse, tinha deixado ele ficar com meu celular?, afirmou a cozinheira Maria Aparecida dos Santos Cabral, irmã da ambulante Patrícia Ferreira dos Santos, morta com dois tiros, na tarde do último domingo, num trecho da Vila Aratu, no Trapiche da Barra. A vítima deixou um filho de 7 anos. Abraçada à mãe, Lindinalva Ferreira dos Santos, que também chorou muito e clamou por justiça, Aparecida prestou depoimento na Delegacia do 3º Distrito, na manhã de ontem. Testemunha ocular do assassinato da irmã, a cozinheira revelou à polícia que o acusado, Gerson Araújo Batista Filho, seu vizinho, deu uma ?gravata? em sua irmã, pouco antes de sacar um revólver e disparar um tiro em sua cabeça, quando a vítima caiu, agonizando, ele efetuou outro disparo e fugiu em seguida. Furto de celular Maria Aparecida declarou ao delegado Tarcísio Vitorino que seu aparelho celular tinha desaparecido e o principal suspeito do furto era Gerson. ?Disse para minha irmã que ele tinha roubado o celular; então ela foi se entender com ele?, continuou a testemunha. O acusado não aceitou as acusações e gritou com Patrícia, que insistiu no propósito de ter o aparelho de volta. A cozinheira declarou que, em dado momento, Gerson Araújo agarrou a ambulante, deu uma ?gravata? e apesar de várias pessoas pedirem que não fizesse aquilo, ele pegou o revólver, que estava na cintura, apontou para a cabeça dela e atirou. Atingida por dois tiros ? um na cabeça e outro no peito -, Patrícia foi levada à Unidade de Emergência Armando Lages, onde faleceu. O delegado tenta localizar e prender o acusado.

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