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�ndios acusam assaltantes de usar aldeia como esconderijo

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Os índios da aldeia wassu cocal, em Joaquim Gomes, distante 72 quilômetros de Maceió, denunciaram à polícia, na última quarta-feira, que assaltantes usam a reserva indígena como esconderijo. O bando é liderado por um marginal, identificado como ?Dada?, que além de assaltar também é traficante de drogas. Dois suspeitos foram presos e confessaram assaltos e um latrocínio (roubo seguido de morte). Os líderes da aldeia wassu cocal decidiram quebrar o silêncio, após o índio Amaro José da Silva, o ?Capuá?, matar a golpes de estrovenga (instrumento usado para cortar grama), o trabalhador rural Antônio João da Silva, o ?Castanha?, acusado de assediar a mulher do acusado. O delegado de Joaquim Gomes, Antônio Rosalvo Cardoso, que investiga as denúncias, prendeu José Fábio da Silva, 20, e Célio Augusto da Silva, 19. Eles confessaram ter praticado vários assaltos e um latrocínio. Afirmaram ter matado, para roubar, Elson Berto Barbosa, crime ocorrido em dezembro do ano passado. Ele acusaram o trabalhador rural conhecido por ?Dada? de liderar a quadrilha de assaltantes que mora na reserva indígena para fugir à ação da polícia. Ele seria o responsável pelo roubo e saques de cargas de caminhões ocorridos nos quebra-molas localizados na Rodovia BR-101, próximo à aldeia wassu, além de traficar maconha. José Fábio revelou em interrogatório que as pessoas conhecidas por ?Guim?, ?Doquinho?, ?Rote?, ?Nadinho?, ?Virino?, ?Mano?, ?Bui? e ?La? participam dos ataques nas estradas e já provocaram acidentes para saquear cargas.

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