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Justi�a militar condena policiais por rebeli�o

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GILVAN FERREIRA O clima de revolta, o choro de parentes e o desmaio de uma das filhas do presidente da Associação de Cabos e Soldados de Alagoas, Wagner Simas, marcaram, no fim da noite de ontem, no Fórum de Maceió, o final do julgamento dos seis militares que participaram do último aquartelamento na Polícia Militar, que ocorreu em julho de 2001. Os seis militares foram condenados, por 5 votos a zero, a penas que variam de 2 anos e 3 meses a 3 anos e oito meses. Dos 12 crimes, os PMs foram considerados culpados por desacato, desobediência e incitação a motim. Os militares ainda correm o risco de serem expulsos da PM. As sentenças foram anunciadas depois de mais 22 horas de julgamento no Tribunal Militar, comandado pelo juiz James Magalhães. Os julgadores foram os coronéis da PM Manoel Vasconcelos, Jorge Coutinho e Veríssimo Rocha e o major Dimas Barros Cavalcante. Depois de anunciar a sentença, o juiz militar James Magalhães decidiu encaminhar à Procuradoria Geral do Estado (PGE) cópia do processo e da sentença contra os seis militares, que servirão para abertura de um novo processo de perda do posto de oficial e da graduação de praça, que pode resultar na expulsão dos condenados da Polícia Militar. A decisão final é do Pleno do Tribunal de Justiça de Alagoas. Os majores Hermes Cordeiro e João Jonas receberam as maiores punições. Eles foram condenados a 3 anos e oito meses. O sargento Ednor e o cabo Mareval receberam penas de 2 anos e seis meses. O sargento José Alberto e o soldado Wagner Simas, presidente da Associação de Cabos e Soldados, foram condenados a 2 anos e três de prisão. Emoção Tutmés Ayran, um dos oito advogados que participaram da defesa dos militares, disse que vai recorrer das sentenças no Tribunal de Justiça de Alagoas e no Supremo Tribunal Federal (STF). Durante os debates com o promotor militar, Carlos Alberto Alves de Melo, Tutmés Ayran chegou a emocionar os militares, os juízes militares e a platéia que acompanhava o julgamento no 3º Tribunal do Júri, no Fórum da Serraria. Tutmés chegou a afirmar que mesmo que fossem condenados, os seis militares já tinham sido absolvidos pela sociedade alagoana, que reconheceu que a luta dos militares por melhores salários e condições dignas de vida eram justas. Logo após o julgamento, os sindicalistas que acompanhavam tudo afirmaram que a condenação dos líderes de classe da PM tinha como objetivo enfraquecer o movimento dos militares. Apesar do clima de tensão do julgamento, o único incidente aconteceu depois do anúncio da sentença, quando parentes dos militares, emocionados, começaram a chorar no plenário e uma das filhas do soldado Wagner Simas desmaiou em seus braços.

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