Polícia
Pol�cia Federal amea�a fechar�aeroporto e porto de Macei�
GILVAN FERREIRA Os 300 agentes da Polícia Federal em Alagoas vão aderir à greve nacional, decidida na última quinta-feira pela Federação Nacional dos Policiais Federais e Sindicato Nacional dos Policiais Federais. A greve geral acontece a partir da próxima terça-feira e deve mobilizar os policiais federais de todo o País. A categoria reivindica a equiparação salarial com os servidores públicos federais de nível superior, o que elevaria o salário base de R$ 320 para R$ 370. Segundo o vice-presidente do Sindicato dos Policiais Federais em Alagoas, Valdir Sá, a greve geral foi a única saída diante da inércia e ?provocação? do ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, que em reunião com os dirigentes sindicais da entidade ?fez pouco caso? da reivindicação da categoria a ponto de sugerir que os policiais procurassem a Justiça, pois o governo não teria recursos e nem iria ceder ao pedido de cumprimento da Lei 9266/1996, que garantiu aos policiais federais o direito de equiparação salarial. ?O ministro da Justiça e o governo federal parecem que querem pagar para ver. Nós chegamos ao nosso limite; essa é a primeira greve na Polícia Federal em que não se está exigindo reajuste salarial. Só estamos exigindo que o governo cumpra a lei que nos concedeu a equiparação salarial com os outros servidores federais. Se eles (ministro da Justiça e governo federal) estão apostando que não vamos parar, eles vão sentir a nossa força?, avisou Valdir Sá. O vice-presidente do sindicato disse que a categoria faz uma assembléia, na próxima segunda-feira, às 9h, na sede da Superintendência da PF, em Jaraguá, quando serão definidas atividades de greve, que pretende suspender a emissão de passaportes; suspender as operações e investigações em andamento, paralisar as atividades no Aeroporto Zumbi dos Palmares e no Porto de Maceió. Ficou definido que os policiais vão garantir apenas a segurança dos presos e da sede da PF. Os agentes dizem também que não vão aceitar transferência de presos e nem irão realizar prisões em flagrante. Delegados de fora A paralisação nacional não deve atingir os delegados, que pretendem apoiar o movimento, mas ficarão de fora da movimentação grevista. Mesmo sem a participação dos delegados, a greve pode suspender todas as atividades da Polícia Federal, pois a paralisação inclui piquetes e protestos na frente da Superintendência em Maceió. Ontem, o novo superintendente da PF em Alagoas, Carlos Rogério Cota, foi procurado para falar sobre a greve dos policiais federais, mas a informação era que ele tinha voltado ao estado do Piauí para resolver detalhes da sua mudança definitiva para Maceió, onde deve permanecer por dois anos.