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Ju�za coloca em liberdade fazendeiro dono de arsenal

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O diretor-geral da Polícia Civil, Roberto Lisboa, informou, ontem, que o fazendeiro João Belo de Almeida, 71, foi colocado em liberdade, no último fim de semana, por decisão da juíza plantonista Sônia Beltrão, titular da Vara Cível e da Infância de Palmeira dos Índios. O fazendeiro foi preso em flagrante na semana passada. Em sua propriedade ? a fazenda Santo Antônio, em Palmeira dos Índios ? a polícia apreendeu 18 armas, inclusive pistolas 9 milímetros, privativas das Forças Armadas, e um rifle importado Winchester calibre 44, além de revólveres e espingardas calibre 12. Foram apreendidas também mais de mil munições de variados calibres ? inclusive para fuzis ?, numa operação comandada pelo delegado regional de Palmeira dos índios, Rosivaldo Vilar. O delegado revelou ter invadido a fazenda após receber denúncias de que suspeitos de envolvimento no atentado contra o deputado estadual Cícero Ferro ? que se recupera dos ferimentos sofridos no dia 31 de janeiro, em Minador do Negrão ? estariam escondidos no local. Ao revistar a propriedade, a polícia descobriu o arsenal. João Belo teria parentesco, segundo a polícia, com José Nilton Cardoso Ferro, principal suspeito da autoria da emboscada contra Cícero Ferro, onde também foi ferido o primo e motorista do parlamentar, José Maria Ferro. Segundo o diretor-geral da Polícia Civil, a juíza Sônia Beltrão expediu o alvará de soltura em favor de João Belo e encaminhou ao delegado Rosivaldo Vilar, através de ofício, sem qualquer fundamentação. ?Assim sendo, eu desconheço e estranho as razões pelas quais a juíza mandou soltar um acusado de crimes de porte ilegal, posse e tráfico de armas?, revelou. Ele explicou que o flagrante não estava com a juíza e, mesmo assim, ela expediu o alvará, ?talvez por desconhecer a gravidade das acusações?. Os autos do flagrante estão com o juiz Rômulo Albuquerque, titular da Vara Criminal, em Palmeira dos Índios. Roberto Lisboa pretende encaminhar a fundamentação da juíza para que seja analisada pela Corregedoria de Justiça. Ele lamentou a libertação do fazendeiro. ?Se a polícia não tiver o apoio da Justiça, fica difícil o trabalho de investigação?. Roberto Lisboa advertiu que o delegado de Palmeira dos Índios não teve tempo sequer de localizar e apreender outras armas que, segundo informes, ainda existiriam na propriedade do fazendeiro, como fuzis de calibre 7.62. ?Nós apreendemos dezenas de munições de fuzis, mas não apreendemos essas armas?, ponderou. No entender de Lisboa, a Justiça poderia ter aguardado, pelo menos, o resultado do exame de comparação balística, pois existem suspeitas de que as armas podem ter sido utilizadas no atentado contra o deputado Cícero Ferro. As armas estão sendo examinadas por peritos do Instituto de Criminalística da Polícia Civil. O resultado deve sair, no máximo, em duas semanas.

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