loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Polícia

Polícia

Pris�es e fiscaliza��es suspensas com greve na PF

Ouvir
Compartilhar

GILVAN FERREIRA O primeiro dia de paralisação dos agentes da Polícia Federal atingiu 100% da categoria em Alagoas. A greve resultou na suspensão da emissão de passaportes, das investigações de processos, prisões em flagrante e da fiscalização no porto e no Aeroporto Zumbi dos Palmares. Os policiais federais podem ser substituídos por militares da Marinha e da Aeronáutica, que estão de sobreaviso no porto e no aeroporto. Em assembléia geral, ontem, os policiais decidiram manter somente a custódia dos presos e a segurança da sede da Polícia Federal, em Jaraguá. Os delegados e o pessoal de apoio administrativo, cedidos por outros órgãos do governo federal, não aderiram ao movimento grevista. Os grevistas cobram a implantação da Lei 9269/96, que estabelece a equiparação salarial entre os funcionários públicos da União, o que beneficiaria agentes federais, papilocopistas e escrivães. Segundo tabela apresentada pelo Sindicato dos Policiais Federais, o salário-base de um agente de segunda classe é de R$ 217,10; de primeira classe recebe R$ 301,36 e o policial de classe especial, R$ 367,27. A movimentação começou às 8 horas, quando os policiais iniciaram o piquete em frente à sede da PF. Os grevistas também entregaram as armas, em um ato que simbolizou o repúdio ao governo federal, e fizeram o enterro simbólico do ministro Márcio Thomaz Bastos (Justiça), considerado por eles um dos principais responsáveis pela intransigência do governo em negociar com a categoria. Equiparação O presidente do sindicato da categoria, Jorge Venerando, garantiu que o governo vem dificultando as negociações e não cumpriu o prazo sugerido pelo ministro Thomaz Bastos para tentar encontrar uma solução para garantir as reivindicações dos policiais. ?Essa greve não é por reajuste salarial, nem por aumento, e sim pelo cumprimento da lei que estabelece a equiparação salarial entre os funcionários públicos da União, mas o presidente Lula e o ministro da Justiça não querem implantá-la. O ministro chegou a pedir um prazo de três meses para negociar a implantação da lei. Ele não cumpriu esse acordo e agora fala que existem óbices jurídicos, técnicos e financeiros, mas o que ele está fazendo é descumprir a lei?, acusou Venerando. Jorge Venerando, que também participa do comando nacional de greve, não evitou críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que ele classificou, entre outras coisas, de ?intransigente? e ?incompetente?. Venerando falou sobre as ameaças do governo de corte do ponto dos policiais e a utilização do Exército para reprimir a greve. ?Não temos medo das ameaças de corte de ponto e de intervenção do Exército. Se o governo pensa em utilizar o Exército para reprimir o nosso movimento, vai ser desmoralizado?, afirmou o presidente do sindicato. O sindicalista salientou ainda que o presidente Lula comanda o governo dos cinco ?is?: ?insensível, intransigente, inconseqüente, irresponsável e incompetente?. O novo superintendente da PF em Alagoas, Carlos Cota, que estava em Teresina (PI), foi obrigado pela direção nacional da Polícia Federal a retornar às pressas para Maceió. Na capital do Piauí, Cota tratava de sua mudança para a capital alagoana. Ele se recusou a receber a imprensa para falar sobre a greve e a ameaça de punição aos grevistas. Por meio da assessoria de imprensa, mandou dizer que os jornalistas procurassem a direção nacional da PF, em Brasília.

Relacionadas