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Precariedade na fronteira de Alagoas com Pernambuco

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Os três policiais rodoviários que cumprem plantão em Palmeira dos Índios na rodovia AL-115 - divisa de Alagoas com Pernambuco - convivem com o medo de não ter estrutura adequada para enfrentar quem trafega pela região de fronteira, entre a cidade alagoana e Bom Conselho (PE). Eles não têm viatura, armamento adequado e trabalham num posto policial improvisado num velho trailer de fibra. O posto mambembe da Companhia de Policiamento Rodoviário Estadual (CPRV) na região fronteiriça contrasta com o moderno e bem aparelhado posto de arrecadação fiscal da Secretaria da Fazenda (Sefaz), que fica do outro lado da rodovia. Considerado o ?primo pobre? da segurança nas rodovias estaduais, o trailer da Polícia Militar não tem sequer um banheiro. Sua frágil estrutura de fibra, comentou um policial, põe em risco o trabalho dos plantonistas. Caixa de fósforo ?Um simples tiro de revólver perfura seu revestimento de fibra sem qualquer dificuldade. Ou seja, não temos qualquer segurança para fazer frente aos marginais que circulam pela região?, esclareceu um dos policiais que cumpriam plantão no trailer que é conhecido como ?caixa de fósforo? da Polícia Militar alagoana. Os policiais reclamam também da falta de armamentos. ?A gente tem arma que nem bandido quer mais?, salientou um PM, mostrando duas espingardas, um rifle e três revólveres. Sem viatura e aparelho telefônico, os policiais só não ficam mais isolados graças aos rádios para comunicação. ?Com essa estrutura, não temos como atender um pedido de socorro. Não temos como perseguir um infrator que passe pelo local. Só se fôssemos a pé?.(MM)

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