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A pol�cia rodovi�ria que anda a p�

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MAIKEL MARQUES Sucursal Arapiraca - Quem trafega pelas rodovias estaduais rumo ao Litoral Norte, Agreste, Sertão ou Baixo São Francisco, certamente já se deparou com os acenos de algum policial rodoviário pedindo carona. Como, segundo os policiais, o Estado não custeia o deslocamento deles, o pedido de ajuda configurou-se em única alternativa para que cheguem a um dos 10 postos da Companhia de Policiamento Rodoviário Estadual (CPRV) espalhados pelo interior do Estado, onde cumprem plantão de 24 horas de trabalho. ?Ei! Uma carona por favor!?, dizia o profissional, quando encontrado pela reportagem da GAZETA. Ele conseguiu a primeira carona, às 5h da manhã, em Maceió. Meia hora depois, estava no trevo do Francês (Marechal Deodoro), onde gesticulou, pediu nova carona e chegou em Arapiraca, às 7h30. ?A luta agora é conseguir carona para o Sertão?, comentou um policial parado à margem da rodovia estadual AL-220, em Arapiraca. Madrugada A ?via-crúcis? dos policiais rodoviários estaduais rumo ao cumprimento do dever costuma começar em plena madrugada. Esse é o caso dos policiais residentes em Maceió e que trabalham no posto da CPRV no município de Olho D´Água das Flores, distante 200 quilômetros da capital alagoana. ?Se não pedisse carona, como chegaria ao posto de trabalho??, pergunta um dos mais de 20 policiais ouvidos pela reportagem que pediram para que seus nomes não fossem revelados. O pedido de anonimato tem justificativa: eles podem sofrer punições, caso repassem informações sem autorização de seus superiores. E a informação que pode significar até mesmo a perda do emprego é a de que o Estado não providencia transporte nem tampouco paga a passagem de seus servidores rumo ao posto de trabalho. Como obedecem escala predefinida pelo comando da CPRV, os que residem em Maceió, por exemplo, cumprem o plantão de 24 horas em qualquer ponto do interior. Quem reside no interior faz o caminho inverso. Cada um deles, cumpre ao mês 10 plantões de 24 horas e recebem diária de R$ 13 para que possam se alimentar. ?O dinheiro é insuficiente até mesmo para a alimentação?, salientou outro militar. Sempre depois Como dependem da boa vontade dos motoristas, os policiais rodoviários dificilmente conseguem chegar, pontualmente, às 8h00, horário de início do plantão de 24 horas. Em média, atrasam duas horas, revelou um policial que cumpria plantão num posto rodoviário da região Agreste. ?Se tivesse o transporte, chegaria a tempo e não prejudicaria quem encerra seu plantão e fica até duas horas à espera dos novos plantonistas?, ressaltou.

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