Polícia
Delegada acha outro suspeito dos crimes
O italiano Fernando Marsella morava com Cleonice Vieira da Silva, irmã de Ana Lúcia, até o fim do ano passado, quando brigou com ela e lhe aplicou uma surra, segundo Ana Lúcia contou à polícia. Cleonice decidiu ir morar com a irmã e o cunhado, Antonio Luceri. Foi então que os dois italianos ? que já não estavam se entendendo bem ? cortaram relações em definitivo, ainda segundo o relato de Ana Lúcia. Marsella exigia que o compatriota Luceri não apoiasse Cleonice e mandasse que ela voltasse para casa. Ana Lúcia declarou também, em depoimento, que a irmã deixou o marido por causa do temperamento explosivo dele. A delegada Maria Aparecida informou que outro italiano, conhecido apenas como Cesario, morador de uma cobertura em Jatiúca, também foi citado como suspeito no crime. Este teria cedido as duas motocicletas aos matadores de Antonio Luceri. A delegada revelou ter sido informada de que Cesario também atua na área de lazer para turistas estrangeiros. Ele realiza uma espécie de festa semanal para turistas europeus numa pousada em Riacho Doce, Litoral Norte, pertencente a outro italiano, que não teve seu nome revelado. As festas são regadas a muita bebida e freqüentadas por dezenas de mulheres. O italiano Cesario será intimado a depor pela delegada Maria Aparecida, no inquérito sobre a morte de Antônio Luceri, em virtude de ter sido citado por testemunhas. A polícia tenta, também, confirmar a relação existente entre os dois assassinatos: de Antonio Luceri e Guiseppe Di Salvo. O que existe de concreto, por enquanto, é que eles eram conhecidos de Fernando Marsella e Cesario, sendo que mantinham negócios com o segundo. Todos os dados levantados pela delegada Aparecida, inclusive de que Fernando teria dois passaportes, serão repassados para a Polícia Federal. Os crimes O empresário italiano Giuseppe Di Salvo, 43, foi alvejado com quatro tiros de revólver, à porta de sua residência, na Rua Atum, na Praia do Francês, em Marechal Deodoro, distante 28 quilômetros de Maceió. O crime ocorreu em novembro do ano passado e foi praticado por dois homens, na presença da viúva, Ângela Maria Di Salvo, e de um de seus dois filhos menores. Os parentes disseram desconhecer os motivos do homicídio. Mas não acreditam na hipótese de tentativa de assalto à mão armada.