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Davino defende perman�ncia de diretor do IML

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O secretário Robervaldo Davino defendeu, ontem, a permanência de Luiz Fernando de Barros na direção do IML. O diretor do órgão chegou a confirmar ontem pedido de demissão do cargo dizendo-se ?magoado? com a cúpula da Secretaria de Defesa Social. ?Saio magoado e triste com as inverdades que foram ditas à imprensa por algumas pessoas da cúpula da Secretaria de Defesa Social. Não quero mais o cargo, que tinha entregue ontem (terça-feira) ao secretário Robevaldo Davino, ele sugeriu que eu tirasse férias, mas não vou aceitar esse tipo de coisa. Estou saindo e não vou fazer qualquer reconsideração sobre minha decisão. Eu tentei falar com o Davino, mas como não consegui mais nenhum contato, passei ao diretor do Centro de Perícia Forenses, Ailton Villanova, o cargo de diretor do IML. Meu trabalho na direção desse órgão chegou ao fim?, afirmou Luiz Fernando. A crise entre o diretor do IML e a cúpula da Secretaria de Defesa Social teve início depois que a GAZETA DE ALAGOAS publicou, na edição do último domingo, o sucateamento do IML e as dificuldades de funcionamento do órgão, que há vários anos sofre com a falta de estrutura para funcionamento. O secretário Robervaldo Davino disse ontem à GAZETA que jamais colocou em dúvida a honestidade e a competência do diretor do IML. Segundo Davino, o diretor do IML vem sendo perseguido por pessoas incomodadas com o seu trabalho no órgão. ?O diretor Luiz Fernando de Barros realizou um bom trabalho. E isso incomoda muita gente?, disse o secretário. Irritado com a reportagem sobre o IML, o diretor Luiz Fernando de Barros esclareceu que, nos seus 10 meses no cargo, só tinha recebido da Defesa Social R$ 5,7 mil, uma média de R$ 570 mês. Sobre a verba de R$ 3 milhões, Luiz Fernando explicou que os recursos seriam destinados para a construção do novo prédio e não para a manutenção do IML. Antes de confirmar a sua saída do cargo, o diretor do IML fez críticas à falta de verbas para manter o órgão, à precariedade do prédio, que segundo ele deveria ser fechado por total falta de estrutura, higiene e segurança. ?O prédio do IML já foi condenado pelo Corpo de Bombeiros, Vigilância Sanitária, Crea e outros órgãos de fiscalização. Nós não temos um único extintor no prédio, a rede elétrica é precária, sofremos com a falta de equipamentos e material de trabalho. O IML só continua pelo esforço dos funcionários, que são verdadeiros heróis, pois, para trabalhar no IML, com essa atual estrutura, só sendo herói mesmo?, disse. O secretário Robervaldo Davino disse que o pedido de demissão do diretor foi provocado pela reportagem da GAZETA. Segundo o secretário, ?o jornal errou ao não reproduzir integral-mente minhas palavras de apoio ao diretor do IML?.

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