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Adalberon � indiciado em outro assassinato

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CÉLIO GOMES O prefeito de Satuba, Adalberon de Moraes Barros (preso no Baldomero Cavalcanti) foi indiciado ontem pelo delegado do 8º Distrito, Arnaldo Soares de Carvalho, sob a acusação de autoria intelectual no assassinato da feirante Gizele Suplime dos Santos, crime ocorrido em 1997. ?Os indícios contra o prefeito são fortíssimos?, disse o delegado. Com isso, o prefeito ? afastado do cargo no ano passado ? já responde por três crimes de homicídio. Ele é apontado como mandante da morte do assessor parlamentar Jeams Alves, em dezembro de 2002. Além disso, Adalberon também foi indiciado pela polícia, no ano passado, como autor intelectual no assassinato do professor Paulo Henrique Bandeira, morto em junho depois de fazer denúncias sobre desvios de recursos da educação em Satuba. Tiro na cabeça Gizele Suplime dos Santos tinha 31 anos quando foi assassinada com um tiro na cabeça. Seu corpo foi encontrado em julho de 1997, parcialmente carbonizado, num canavial no conjunto Benedito Bentes, em Maceió. Dias antes, Gizele havia discutido com o prefeito de Satuba, Adalberon de Moraes, por causa da fiscalização municipal sobre a atuação dos feirantes do muni-cípio. A discussão foi presenciada por outros comerciantes. Durante a conversa com o prefeito, ele teria feito ameaças a Gizele, que, depois do fato, não quis mais trabalhar em Satuba. O processo ficou arquivado até junho do ano passado, quando surgiu o caso do professor Bandeira. Com novas informações, o delegado do 8º DP pediu à Justiça para reabrir as investigações. ?Eu ouvi o pai da vítima e localizei várias pessoas que presenciaram a discussão entre o prefeito e a Gizele. Além disso, levantamos vários elementos que evidenciam a culpa do prefeito?, afirmou o delegado Carvalho. Diante do que apurou, o presidente do inquérito disse que não viu ?outro caminho a não ser indiciar o prefeito?. Segundo o delegado, o inquérito será encaminhado à Justiça no máximo em 15 dias. Ele vai ouvir os dois policiais militares que trabalhavam para o prefeito, e que também estão presos, para fechar o relatório da investigação. Eles são suspeitos de autoria material, mas o delegado disse que ainda não tem argumentos para apontar os executores do crime. O advogado do prefeito Adalberon de Moraes, Welton Roberto, disse à GAZETA que não tinha conhecimento de que seu cliente estava indiciado. ?Vou esperar comunicação oficial da polícia para me pronunciar e tomar providências?, disse. O delegado Arnaldo Soares de Carvalho convocou o prefeito para depoimento no ano passado, mas ele se recusou, alegando o direito de só falar na Justiça. O prefeito foi indiciado por homicídio quali-ficado. Em caso de condenação, a pena prevista pode chegar a 30 anos de prisão.

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