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Greve da Pol�cia Civil � parcial, mas lideran�as v�o radicalizar

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A greve da Polícia Civil é parcial, mas as lideranças da categoria ameaçam radicalizar o movimento, na próxima semana, caso o governador Ronaldo Lessa não abra um canal de negociação com o Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol). Uma manifestação dos policiais impediu, ontem, a solenidade de entrega de veículos e lanchas ao Instituto do Meio Ambiente (IMA), que seria realizada defronte do Palácio do Governo. Os grevistas montaram acampamento no local, onde passaram toda a manhã realizando discursos de protesto. O presidente do Sindicato da Polícia Civil, Carlos Jorge, informou que a maior parte das delegacias de Maceió acatou a paralisação, inclusive duas especializadas (Roubos e Furtos e Defraudações). ?Existem ?furos? no Interior; até o momento temos a garantia de que a Delegacia de Satuba já paralisou suas atividades?, afirmou ele. ?Se o policial acha que R$ 760,00 é um bom salário, continue trabalhando; caso contrário, pare e se junte aos demais na luta por melhores salários e condições dignas de trabalho?, declarou o sindicalista. Para ele, é uma questão de consciência. Hoje, um policial civil ganha menos que um soldado da Polícia Militar em início de carreira Advertência Na assembléia geral da última quarta-feira, os policiais decidiram realizar uma greve de 48 horas, uma espécie de advertência ao governo. No entanto, segundo Carlos Jorge, na próxima quarta-feira a categoria volta a se reunir. A partir daí, se o governador não responder às tentativas de negociação, os policiais vão radicalizar e fechar todos os setores, inclusive o Instituto de Identificação, (IML) e o posto de combustível. Caso o posto venha a ser fechado, vai prejudicar as atividades de outras secretarias, visto que, por exemplo, os veículos do Programa de Combate à Dengue abastecem no posto da Secretaria de Defesa Social. Ofícios O presidente do Sindpol revelou que, desde o ano passado, os policiais tentam um acordo com o governador Ronaldo Lesas. Já foram enviados ao Palácio do Governo 22 ofícios pleiteando uma audiência, mas ficaram sem resposta, ?pois ele não recebe os movimentos sindicais dos setores de Segurança, Saúde e Educação?. Carlos Jorge acrescentou que a greve não é porque o Sindpol quer, e sim uma tentativa de abrir um canal de negociação. ?Procuramos políticos para intermediar, inclusive pessoas ligadas ao próprio governo. No entanto, até agora não recebemos uma resposta sequer?, completou. Durante a manifestação de ontem à porta do Palácio dos Martírios, os policiais lembraram que dois colegas estão hospitalizados, feridos em tiroteio no combate ao crime.

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