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Polícia

Preso acusado de assassinar mulher por causa de celular

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Policiais da Delegacia do 3º Distrito prenderam Gerson Araújo Batista Filho, 20, que reside na favela do Galpão, no Trapiche da Barra. Ele é acusado de matar a tiros a ambulante Patrícia Ferreira dos Santos, 25, mãe de um filho de 7 anos, crime ocorrido no dia 28 de fevereiro, no Trapiche da Barra. O delegado Tarcísio Vitorino apurou que Maria Aparecida, irmã de Patrícia, teve um celular furtado numa festa realizada no dia do crime, numa residência da Rua Santa Margarida, naquele bairro. O suspeito do roubo era Gerson, um dos convidados. Ainda segundo Vitorino, ao tomar conhecimento do roubo, a vítima procurou o acusado para tomar satisfações, exigindo que ele ?desse conta? do celular de Aparecida. Só que Gerson alegava inocência, versão que não convenceu a ambulante. Tiro na cabeça Maria Aparecida declarou, em depoimento, no cartório da Delegacia do 3º Distrito, que sua irmã recebeu uma ?gravata? do acusado que, em seguida, sacou um revólver e fez um disparo no ouvido dela. Patrícia caiu e ele atirou outras vezes, descarregando a arma e fugindo do local. O delegado revelou ter descoberto o local onde ele estava escondido e que tentou convencer a família da necessidade de sua apresentação. No entanto, o inquérito já estava em fase de conclusão e Gerson Araújo não tinha procurado a polícia para assumir o crime. ?Foi então que decidi solicitar sua prisão à Justiça?, declarou Tarcísio Vitorino. A prisão foi decretada pelo juiz Braga Neto e o acusado foi preso e está recolhido à carceragem da Delegacia do 3º Distrito. Estava bêbado No depoimento prestado ao delegado ele confirmou ter participado da festa, onde ocorreu o roubo do celular. No entanto, garantiu não ter participado do roubo e nem saber quem levou o aparelho celular. Confessou ter bebido demais e que ficou descontrolado e revoltado com as acusações, alegando ter sido injustiçado por Patrícia. Por isto, decidiu sacar de seu revólver e atirar na cabeça dela. O delegado do 3º Distrito acrescentou que vai solicitar à Justiça que seja decretada a prisão preventiva de Gerson, pois se trata de pessoa de alta periculosidade, bem como não tem residência ou emprego fixos. Por enquanto, sua prisão é temporária, mas poderá ser prorrogada por mais cinco dias, tempo suficiente, garante o delegado, para que o juiz decida mandá-lo para o presídio Cyridião Durval.

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