Polícia
Policiais fazem greve de advert�ncia nos pres�dios
FELIPE FARIAS Os policiais civis responsáveis pela guarda nos presídios de Maceió fazem hoje uma paralisação de advertência. A situação é considerada delicada por tratar-se do dia de visitas. Na próxima quarta-feira a manifestação será repetida nas delegacias e demais unidades da Polícia Civil. As duas paralisações são por tempo determinado, mas o Sindicato dos Policiais Civis (Sindpol) cogita desencadear uma greve geral até que as reivindicações ca categoria sejam atendidas. Segundo o seu presidente, Carlos Jorge da Rocha, trata-se de um protesto pelo não pagamento de adicionais noturnos e pelos baixos salários. Um policial em início de carreira ganha, segundo ele, R$ 660,00. A decisão saiu de assembléia realizada ontem à tarde, na sede da entidade. De acordo com o Sindpol, a categoria acumula defasagem salarial de 40% desde 2002 e o acordo coletivo do ano passado não vem sendo cumprido. Por isso é que, segundo a entidade, a principal reivindicação é um reajuste de 75% nos vencimentos, que corresponde às perdas acumuladas nesse período mais a defasagem resultante do aumento de carga horária. Reforma recente na estrutura da corporação passou o tempo de serviço de 30 para 40 horas semanais. Mas, como não houve variação nos valores pagos aos agentes, o sindicato calcula que essa mudança resultou em diminuição dos salários da ordem de 33,3%. Ofícios Segundo Rocha, a entidade já enviou 22 ofícios solicitando audiência com o governador Ronaldo Lessa para negociar melhorias salariais; mas, até agora sem resposta. A paralisação de hoje atinge os presídios São Leonardo, Cyridião Durval, Baldomero Cavalcanti e Santa Luzia; e mais o CRM, o antigo Centro de Ressocialização de Menores. As atividades estão previstas, segundo o Sindpol, para começar às 7h, quando larga o turno de agentes responsáveis pela segurança durante a noite e madrugada. Pelos termos da paralisação, os policiais escalados para o turno seguinte não entram para trabalhar. Com a greve de advertência, param 180 agentes. Os sindicalistas marcaram para este horário um ato público, no portão de acesso às unidades. À meia-noite da próxima terça-feira, 30 (zero hora de quarta), começa uma nova paralisação como esta ? também de advertência com duração de um dia. Desta vez, o protesto atingirá não as unidades do sistema penitenciário, mas as da própria Polícia Civil, como delegacias e demais setores que funcionam mediante o trabalho da categoria.