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Delegado do caso Coruripe denuncia amea�a

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GILVAN FERREIRA A Secretaria de Defesa Social descobriu um plano para assassinar o delegado de Coruripe, Marcílio Barenco, e o diretor do Departamento de Polícia do Interior (Depin), Mário Jorge Marinho, responsáveis pelas investigações das mortes do vendedor de jóias José Cerqueira e do seu motorista Magelo da Silva. Jornalistas da GAZETA DE ALAGOAS também estão na relação de ameaçados de morte. O assassinato de Cerqueira e Magelo ocorreu em agosto do ano passado, em Coruripe. As duas ossadas foram encontradas em novembro do mesmo ano, em um canavial na Usina Guaxuma, em Coruripe. O plano para assassinar Barenco e Marinho foi descoberto por meio de interceptações telefônicas, autorizadas pela Justiça, que revelariam o interesse do policial civil e vereador Jesse James Viana, o Neno, assessor do deputado estadual João Beltrão (PMDB), no assassinato dos dois delegados. Jesse James é suspeito de envolvimento no assassinato do vendedor de jóias e do motorista. Em entrevista exclusiva à GAZETA DE ALAGOAS, que foi precedida de várias medidas de segurança ? entre elas várias mudanças do local do encontro e um esquema especial de proteção ?, o delegado Marcílio Barenco, 31 anos, que está em Coruripe há sete meses, confirmou que vem sendo ameaçado de morte e afirma ter provas do envolvimento do assessor do deputado João Beltrão, Jesse James, no suposto plano para assassiná-lo. Barenco não quis confirmar o teor das interceptações telefônicas, que, segundo ele, estão sob segredo de Justiça. Marcílio Barenco revela que teve de tirar sua família de Maceió e vem mantendo um esquema especial de segurança, que conta com o apoio da Secretaria de Defesa Social. Barenco garante que, mesmo sabendo que sua vida corre risco, vai tentar acabar com a impunidade que, segundo ele, sempre dominou o município de Coruripe, ?uma cidade marcada pelo terror e medo dos poderosos do lugar?. O depoimento ?Eu sei que posso morrer a qualquer momento?, disse o delegado. ?Estou na relação de pessoas que incomodam os poderosos de Coruripe. Eles sempre contaram com a certeza da impunidade. Eu vou até o fim nas investigações desse inquérito. Eles podem até ameaçar, como estão fazendo, mas não vou deixar o caso. Tenho provas das ameaças de morte e sei os nomes dos criminosos escalados para cumprir a ordem para minha execução. Não só a minha, mas a do diretor Mário Jorge Marinho e de jornalistas da GAZETA DE ALAGOAS também estão na relação desses criminosos. Eu quero antecipar: se eu for assassinado, a responsabilidade é do vereador Jesse James e de seu grupo. Diante dessas ameaças, eu venho tomando uma série de providências. Decidi mandar a minha esposa e minha filha para o Rio de Janeiro; mudei toda minha rotina de vida, ando com dois policiais na minha segurança e armamento pesado. Espero que eles não tentem me matar, pois estou pronto para defender minha vida. Eles são covardes e tentam me pressionar, mas não vou recuar?, prometeu o delegado Barenco.

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