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Polícia

Promotor transfere para Macei�meninos acusados de assassinato

DORGIVAL JÚNIOR Os menores J.P., 7 anos, e J.R.,11 anos, acusados de terem matado a menor T.R., de 4 anos, foram transferidos da sede do Conselho Tutelar do Município de Porto Real do Colégio para a Fundação João Paulo II - Casa Dom Bosco, em Maceió. A m

Por | Edição do dia 26/03/2004 - Matéria atualizada em 26/03/2004 às 00h00

DORGIVAL JÚNIOR Os menores J.P., 7 anos, e J.R.,11 anos, acusados de terem matado a menor T.R., de 4 anos, foram transferidos da sede do Conselho Tutelar do Município de Porto Real do Colégio para a Fundação João Paulo II - Casa Dom Bosco, em Maceió. A menina foi morta por afogamento em uma lagoa do povoado do Cariri, localizado na zona rural do município. A retirada dos dois meninos acusados do delito foi determinada pelo promotor da Comarca, Jomar Amorim, que determinou a permanência deles no abrigo pelo período de uma semana. O representante do Ministério Público alegou ainda que a medida foi adotada em função do elevado número de populares que chegavam ao Conselho Tutelar para vê-los. “O crime chocou a sociedade e temendo alguma reação dos moradores de Porto Real do Colégio, resolvemos promover a transferência deles para Maceió”, frisou o promotor. Ele declarou ainda que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) proíbe a aplicação de medidas socioeducativas, contra menores de 12 anos. “Em função disto, o Ministério Público determinou que os dois menores fossem transferidos para um abrigo, recebendo, posteriormente, acompanhamento psicológico que será dado também à própria família para que esses problemas possam ser trabalhados por profissionais”, destacou o promotor. Jomar Amorim, que concluiu, ontem, a apuração do crime, informou que a menor teria sido afogada pelo primo de 11 anos. O irmão teria assistido ao delito. T.R. foi morta, segundo apurou o promotor, após ter sofrido uma possível violência sexual. “Foi apurado que a menina teria sido vítima de uma possível violência sexual e ameaçou contar aos pais. Para impedir que fossem denunciados, os menores resolveram calar a garota afogando-a”, disse o promotor, que não constatou o envolvimento de pessoas adultas no crime praticado contra a menor. Os três menores são filhos de famílias humildes. Os pais passam o dia fora de casa em busca de emprego e realizando pequenos bicos. Na próxima terça-feira, o promotor receberá do Instituto Médico Legal de Arapiraca o laudo que esclarecerá se a menina sofreu violência sexual.

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