Polícia
Paralisa��o de policiais n�o prejudica rotina dos pres�dios
A paralisação de advertência dos 180 policiais civis que trabalham no sistema prisional não prejudicou a rotina dos presídios de Maceió, pois a segurança foi mantida pelos agentes da Secretaria de Justiça (Sejuc), que trabalham na parte interna das penitenciárias. Por decisão dos grevistas, os piquetes à frente do complexo penitenciário e do presídio Baldomero Cavalcanti não afetaram o horário de visitas, fato que, no entender do presidente do Sindicato da Polícia Civil, Carlos Jorge da Rocha, ajudou a manter a normalidade dentro dos presídios. Segundo Carlos Jorge, o protesto de ontem foi realizado por causa do não pagamento de adicionais noturnos, prometidos pelo governo do Estado, em janeiro; bem como pelos baixos salários recebidos pelos policiais novatos (R$ 650). Os agentes denunciam que eles precisam comprar suas próprias armas, algemas e munições. Greve geral O sindicalista alertou que os policiais já cogitam a realização de uma greve geral da categoria, por tempo indeterminado, com fechamento das delegacias da capital e Interior do Estado, da bomba de combustível e a proibição das visitas nos presídios, por falta de segurança. A paralisação pode começar na próxima quarta-feira. O representante do Sindpol declarou que os policiais acumulam uma defasagem salarial de 40%, desde 2002, e o acordo salarial do ano passado não vem sendo cumprido pelo governo estadual. Carlos Jorge lembrou que enviou 22 ofícios solicitando audiência com o governador Ronaldo Lessa para negociar melhores salários para os policiais. Até agora, não recebeu resposta.