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Policiais s�o indiciados pela execu��o de Valter Santana

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O diretor-geral da Polícia Civil, Roberto Lisboa, anunciou ontem que os policiais civis Robson Rui e Alfredo Pontes estão indiciados no inquérito sobre a morte do também policial Valter Dias Santana, no ano passado. A prisão preventiva dos dois acusados está sendo solicitada à Justiça, como forma de garantir a aplicação da lei. O policial Santana foi emboscado e executado a tiros dentro de seu Palio, num trecho da Via Expressa, na Serraria. O crime aconteceu no dia 2 de junho de 2003. Os disparos foram efetuados pelos ocupantes de um veículo Brava, cor prata, que se encontra apreendido no pátio da da Secretaria de Defesa Social. Segundo o delegado Roberto Lisboa, a bancária Tânia Lima, viúva de Dias, que hoje, ameaçada, está fora de Alagoas e integra o Programa Nacional de Proteção a Testemunhas, ofereceu os principais indícios de autoria do homicídio. No momento do atentado, ela estava com o marido e foi ferida à bala, sem gravidade. O delegado Roberto Lisboa informou que outros três suspeitos do crime ? identificados como Teixeira, Vanilo e Bitelo ? continuam sendo investigados. Eles chegaram a ser presos, na primeira fase das investigações, mas acabaram liberados por falta de provas, que podem ser levantadas pela Justiça nesta fase do inquérito. Apuração A polícia apurou que Santana teve um desentendimento com Robson Rui, Alfredo Ponte e um terceiro policial, Sinvaldo Feitosa, este morto a tiros pouco tempo depois de se envolver na morte do colega de trabalho. Santana estaria investigando o envolvimento de amigos dos três policiais em assaltos à mão armada. A investigação de Valter Santana, que trabalhava na Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos (DRFV), foi encarado como afronta pelos colegas, que decidiram matá-lo, segundo as investigações policiais. Trama Uma testemunha declarou à polícia que Valter Dias tomou conhecimento da trama para assassiná-lo, chegou a conversar com Sinvaldo e Robson Rui, obtendo a garantia dos mesmos que a questão estava contornada e que não haveria maiores desdobramentos, fato que fez a vítima relaxar a tal ponto que no dia que sofreu a emboscada estava desarmada; não tinha a companhia de qualquer colega para sua segurança e dirigia seu veículo particular, conhecido por todos os suspeitos da prática do homicídio. O novo pedido de prisão contra os policiais Robson Rui e Alfredo Pontos deve ser encaminhado à Justiça, no decorrer desta semana. O delegado Roberto Lisboa espera que a solicitação seja atendida para que sejam iniciadas diligências complementares para caso; bem como, que todos os fatos venham a ser esclarecidos no inquérito.

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