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Pais de professor assassinado fazem novo teste de DNA

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A investigação do assassinato do professor Paulo Bandeira terá, nos próximos dias, o resultado de um segundo exame de DNA para confirmar, ou não, se o corpo encontrado em junho do ano passado é mesmo do professor. A coleta de sangue para o novo teste foi feita ontem. Para isso, os pais do professor Bandeira, Antonio Verçosa Bandeira e Ana Costa Bandeira, foram ao laboratório de genética da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). Um primeiro exame, no ano passado, mostrou que o corpo encontrado carbonizado no mês de junho, num canavial de Satuba, era de Paulo Bandeira. Mas no começo deste mês a defesa solicitou à Justiça um novo teste. O pedido foi aceito pelo juiz-substituto de Satuba, Sérgio Perciano. Paulo Bandeira foi assassinado depois de fazer denúncias de desvio de recursos do Fundef, da Educação, no município de Satuba, onde trabalhava. O caso teve repercussão nacional e trouxe a Alagoas autoridades dos ministérios da Justiça e da Educação. Bandeira deixou uma fita gravada e uma longa carta onde afirma que se sentia ameaçado pelo prefeito Adalberon de Moraes. No dossiê, ele afirmava que temia por sua segurança e atribuía ao prefeito qualquer coisa que viesse a lhe acontecer. O advogado do prefeito de Satuba (preso no Baldomero Cavalcanti), Welton Roberto, alega que não existem provas contra seu cliente e acha que o teste pode apresentar novo resultado. Uma vergonha A família do professor Paulo Bandeira está revoltada com o fato de ser obrigada a um novo exame. ?Meus pais moram em São José da Coroa Grande, em Pernambuco. São idosos, de 88 e 90 anos. É uma vergonha isso, um constrangimento. Eu não entendo por que esse novo exame, se já ficou provado que o corpo era do Paulo Bandeira?, disse ontem o irmão do professor, Bosco Bandeira, que levou os pais para a realização do exame. O segundo teste de DNA não é a única novidade no caso. Atendendo também a um pedido da defesa, o juiz Sérgio Perciano decidiu que o crime terá uma reconstituição. A data ainda não foi marcada. Sobre o novo DNA, o laboratório da Ufal não informou dentro de quanto tempo sai o resultado. Estranheza A decisão pela reconstituição e pelo novo teste de DNA causou estranheza à polícia. O delegado que investigou o assassinato do professor Paulo Bandeira, Cícero Lima, afirma que ?não entende? por que a Justiça aceitou os pedidos da defesa, uma vez que o inquérito já foi aceito pelo Ministério Público e nenhum procedimento da investigação foi contestado. A polícia considera que os procedimentos com a reconstituição e com o novo DNA vão apenas adiar o desfecho do caso, que já poderia ser encaminhado para decisão sobre pronúncia ou não do acusado, Adalberon de Moraes. ?Nosso trabalho foi feito e o Ministério Público recebeu o relatório com o indiciamento do prefeito como mandante do crime; as provas estão lá. Se a Justiça pede agora outro exame e ainda a reconstituição, não sei o motivo?, disse o delgado. Além de Adalberon, três assessores seus estão presos indicados pela polícia como autores materiais do crime. O prefeito está preso pela acusação de outro assassinato, de Jeams Alves, ocorrido em 2002. E na semana passada Adalberon foi indiciado por outro crime: a morte de uma feirante, em 1997.

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