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Adalberon � interrogado sobre agress�o a rapazes em Satuba

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O prefeito de Satuba, Adalberon de Moraes, foi interrogado, na manhã de ontem, pelo juiz Sérgio Wanderley Persiano, da comarca local, no processo que apura a agressão sofrida por dois adolescentes, um de 16 e outro de 17 anos, durante a festa da padroeira do município, Nossa Senhora da Guia, em novembro de 2000. Adalberon é acusado de aplicar socos e pontapés nas vítimas, Fábio Batista da Silva e Adriano Porciano da Silva. No interrogatório, que foi acompanhado pelos promotores Luiz Vasconcelos e Flávio Gomes da Costa, este último da comarca de Satuba, o prefeito admitiu ter segurado um dos adolescentes pelo pescoço, ?para evitar ser agredido com uma pedrada?. Desmentiu ser o autor das lesões no outro menor, constatadas por exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal. Adalberon de Moraes alegou ao delegado que estava conversando com uma mulher, identificada por ele como ?Duda?, quando teria sido ?agredido verbalmente? por Wigor Messias, pessoa ligada a adversários políticos. ?Admito que tentei dar um murro nele e ele fugiu?, declarou o prefeito, acrescentando ter saído em perseguição do mesmo com o propósito de iniciar uma briga. No entanto, quando Adalberon, que estava acompanhado dos seguranças identificados como Marcelo e Henrique, chegou ao local, onde supunha estar Wigor, terminou se envolvendo num novo problema. ?Quando o carro parou, um dos adolescentes apanhou uma pedra, como se fosse atirar no veículo ou em mim?, frisou o político. Foi então, segundo ele, que pulou do carro e, com o propósito de se defender, agarrou o rapaz pelo pescoço, fato que gerou toda polêmica da agressão. O prefeito Adalberon de Moraes declarou também, durante a audiência com o juiz Sérgio Persiano, que a confusão foi ?aproveitada por seus adversários políticos? Everaldo Andrade e Cícero Silva, que levaram o episódio ao conhecimento da imprensa e se preocuparam em acompanhar os adolescentes à delegacia local e ao IML, onde foram submetidos a exame de corpo de delito. O advogado Welton Roberto solicitou ao juiz que os autos sejam remetidos à Procuradoria Geral de Justiça para que sugira ao procurador Carlos Torres a aplicação da transição penal, ou seja, que o processo possa ser suspenso e o réu entre num acordo para reparar os danos ou pagar com pena alternativa, visto que se trata de um crime de menor potencial ofensivo.

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