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Polícia

Policiais iniciam greve e criticam colega que faz amea�a a delegados

Os policiais civis começaram ontem uma greve de advertência de 48 horas paralisando todos os serviços de atendimento ao público nas 26 delegacias da capital. Porém, o efetivo de 30% dos agentes manteve serviços essenciais de Polícia. A primeira atividade

Por | Edição do dia 01/04/2004 - Matéria atualizada em 01/04/2004 às 00h00

Os policiais civis começaram ontem uma greve de advertência de 48 horas paralisando todos os serviços de atendimento ao público nas 26 delegacias da capital. Porém, o efetivo de 30% dos agentes manteve serviços essenciais de Polícia. A primeira atividade dos grevistas foi um café da manhã na porta do Palácio Floriano Peixoto com discursos duros contra a política salarial do governo Ronaldo Lessa (PSB). Os grevistas criticaram também o policial civil Jesse James Viana que está preso acusado de matar o vendedor de jóias José Cerqueira, seu motorista José Majelo, e ameaça delegados e jornalistas. “Defendemos uma polícia cidadã, onde o agente policial tenha condições de viver com dignidade. Condenamos o crime de qualquer forma, somos contra a violência policial e não aceitamos que colegas ameacem colegas ou qualquer pessoa da sociedade”, afirmou o diretor de planejamento do Sindicato dos Policiais Civis, José Carlos Fernandes Neto, numa alusão direta ao colega preso. O presidente do Sindpol, Carlos Jorge, também condenou as ameaças feitas por Jesse James. “Este fato expõe a fraqueza do nosso aparelho policial”, disse. Os policiais explicaram que a greve de 48 horas é para tentar abrir o canal de negociação com o governador. “Já encaminhamos 23 ofícios solicitando uma audiência com o governador. Apesar das perdas salariais que ultrapassam 70%, não estipulamos nenhum percentual de reajuste. Queremos negociar”, explicou Carlos Jorge. Hoje, os policiais que trabalham no complexo prisional param novamente. À tarde, os grevistas saem em passeata pelas ruas do centro de Maceió. (AF)

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