Polícia
Beltr�o aceita falar � pol�cia sobre caso Coruripe
MARCOS RODRIGUES O delegado Marcílio Barenco, que preside o inquérito sobre o assassinato do vendedor de jóias José Cerqueira e seu motorista Majelo da Silva, vai convocar o deputado João Beltrão (PMDB) para ouvi-lo sobre o caso. Barenco quer esclarecer alguns pontos da investigação. O delegado foi orientado pelo secretário de Defesa Social, Robervaldo Davino, a não se pronunciar mais sobre o caso. Segundo fontes ligadas ao secretário, o objetivo é o de garantir tranqüilidade para a conclusão das investigações. O deputado João Beltrão será convocado através da Assembléia Legislativa, por conta de suas prerrogativas de parlamentar. É ele quem marcará dia e local para a conversa com Barenco. Disposição Ontem, em Coruripe, o deputado falou com exclusividade, mas brevemente, à GAZETA DE ALAGOAS. Beltrão se disse disposto a prestar esclarecimentos à polícia e à Justiça. Só não permitiu ser fotografado. ?Eu vou falar sem qualquer problema e em qualquer local para onde seja convocado. Não é preciso mandar nenhum comunicado à Assembléia Legislativa. Podem falar diretamente comigo e está tudo certo?, disse Beltrão, durante o intervalo de uma partida de futebol no estádio de Coruripe. Seu irmão, Joaquim Beltrão, prefeito de Coruripe, também recebeu a equipe da GAZETA e fez questão de esclarecer que os corpos de José Cerqueira e Majelo da Silva foram encontrados em área que não está sob sua responsabilidade. Segundo o prefeito, o local onde os dois foram enterrados é de uma fazenda sua que está arrendada a uma usina no município. Imparcial O juiz Henrique Pitta Duarte voltou a falar que continuará no caso, porque a ligação que seu irmão mantinha com a prefeitura já foi rompida. ?Meu irmão já pediu exoneração do cargo, mas mesmo assim minha atuação e o trabalho dele não se confundiram em nenhum momento?, disse o juiz. Indagado sobre a continuidade das investigações, ele disse que qualquer opinião precipitada pode atrapalhar o curso dos trabalhos. ?O mais importante é que possamos aguardar o desenrolar dos fatos. A prisão do assessor Jesse James é justamente para viabilizar a continuidade dos trabalhos?, disse o juiz Pitta. Ele disse, ainda, que nessa fase das investigações é fundamental que todos os levantamentos e passos sejam dados de modo que não representem falhas que venham a ser contestadas posteriormente. Elementos O promotor de Coruripe, Alberto Fonseca, disse que a fita divulgada contendo ameaças contra delegados e jornalistas não é o mais relevante para o processo principal. ?Tanto que, antes dessa gravação, nós já víamos indícios suficientes para embasar o nosso pedido de prisão. As ameaças representam apenas algo mais para o caso?, observou.