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Presidente do TJ afirma que juiz do caso Coruripe n�o deve ser afastado

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O presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas, desembargador Geraldo Tenório, afirmou ontem que ainda não recebeu a representação do deputado estadual Paulo Fernando dos Santos, o Paulão (PT), com o pedido de afastamento do juiz da Comarca de Coruripe, Carlos Henrique Pitta Duarte, responsável pelo processo que investiga o envolvimento do assessor do deputado estadual João Beltrão (PMDB), Jesse James Viana, o ?Neno?, nos assassinatos do vendedor de jóias José Cerqueira e de seu motorista Majelo da Silva. Paulão, que é presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa e fez críticas à atuação do juiz Carlos Henrique Pitta, levantou a possibilidade da sua falta de isenção no processo, já que o irmão do magistrado, Felipe Pitta, é procurador da Prefeitura de Coruripe, administrada pelo irmão do deputado João Beltrão, Joaquim Beltrão (PMDB). O desembargador Geraldo Tenório esclareceu que para afastar o juiz Carlos Pitta seria necessário uma representação para que se apurasse sua suposta falta de isenção no processo, por meio de um processo administrativo, onde ele receberia o direito de ampla defesa e do contraditório. ?Ainda não recebi qualquer representação contra o juiz Carlos Henrique Pitta. Para afastá-lo da Comarca, seria necessário a abertura de um processo administrativo, onde ele receberia o amplo espaço para sua defesa e para o contraditório. Não é um processo tão simples assim e posso garantir, que, por enquanto, o Tribunal de Justiça não recebeu qualquer pedido do afastamento do juiz Carlos Pitta da Comarca de Coruripe?, assegurou Geraldo Tenório. O presidente do Tribunal de Justiça também foi informado sobre o suposto envolvimento de uma funcionária do Fórum de Coruripe, que, por manter relações comerciais com Jesse James, estaria beneficiando-o com informações privilegiadas do processo. ?Esse fato eu não conhecia, mas é necessário que haja uma representação contra essa servidora?, esclareceu. ?Caso Branca? O presidente do Tribunal de Justiça, Geraldo Tenório, não quis se posicionar sobre a possibilidade de arquivamento do processo que apura o suposto envolvimento de juízes alagoanos num plano de fuga da traficante Maria Luíza Almeirão, a ?Branca?, transferida da penitenciária da Papuda (DF) para a cadeia pública de Atalaia, em 1996. O caso provocou uma investigação da CPI do Narcotráfico. ?Esse processo está com o desembargador Washington Luiz, que ainda não oficializou a sua decisão?, explicou Geraldo Tenório. (G.F)

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