Polícia
Juiz vai decidir se manda soltar Jesse James
GILVAN FERREIRA O policial civil Jesse James Viana, assessor do deputado João Beltrão, pode deixar a prisão do Tigre, em Maceió, antes do fim do prazo da prisão temporária de 30 dias, que se encerraria no próximo dia 28. Os advogados de Jesse James entraram, na última terça-feira, com um pedido de relaxamento de prisão ao juiz de Coruripe, Carlos Henrique Pitta Duarte, que tem prazo até a segunda-feira para decidir se coloca o preso em liberdade. Jesse James é acusado de envolvimento nas mortes do vendedor de jóias José Cerqueira e do motorista Majelo da Silva. Sua prisão foi decretada, no final de março, pelo juiz Pitta Duarte ? que havia negado um pedido anterior feito pela polícia ? após a divulgação de uma fita com gravações de telefonemas, autorizados pela Justiça, em que Jesse James ameaça matar o delegado de Coruripe, Marcílio Barenco, o diretor do Departamento de Polícia do Interior (Depin), Mário Jorge Marinho, e jornalistas da GAZETA que trabalham na cobertura de crimes em que Jesse é suspeito de envolvimento. Negativa Os advogados de Jesse James, José Fragoso e Gedir Medeiros, alegam, no pedido de relaxamento de prisão, que o acusado não seria ?imprescindível? para as investigações das mortes do vendedor de jóias José Cerqueira e Majelo da Silva, assassinados em agosto do ano passado em Coruripe. Os advogados também tentam diminuir a gravidade das ameaças aos delegados e jornalistas da GAZETA. Eles sugerem que as ameaças não passavam de ?bravatas? de Jesse James. O juiz Carlos Pitta Duarte pediu ao promotor de Coruripe, Alberto Fonseca, um parecer sobre o pedido de libertação de Jesse James. O promotor, que já havia dado parecer favorável à prisão de Jesse James, disse considerar que manter o acusado preso é imprescindível para as investigações sobre as mortes de Cerqueira e Majelo da Silva. O parecer do promotor foi encaminhado ontem ao juiz Pitta Duarte. Até o final da noite, o magistrado não havia decidido se mandaria soltar Jesse James ou se o manteria preso. Se o pedido for negado pelo juiz Carlos Pitta, os advogados de Jesse James ainda podem recorrer ao Tribunal de Justiça de Alagoas.