Polícia
Juiz de Coruripe mant�m Jesse James preso
ILVAN FERREIRA O juiz de Coruripe, Carlos Henrique Pitta Duarte, negou, ontem, o pedido de relaxamento de prisão do policial civil Jesse James Viana, o Neno, assessor do deputado João Beltrão (PMDB) e suspeito de envolvimento nas mortes do vendedor de jóias José Cerqueira e do motorista Majelo da Silva. Cerqueira e Majelo foram assassinados em agosto do ano passado. As ossadas foram encontradas em novembro, em um canavial da Usina Guaxuma, em Coruripe. Jesse James foi preso no dia 29 de março, depois que o juiz Carlos Pitta recebeu do delegado de Coruripe, Marcílio Barenco, provas (interceptações de ligações telefônicas, autorizadas pela Justiça) das ameaças de morte de Jesse James contra o próprio delegado Barenco, o diretor do Departamento de Polícia do Interior (Depin), Mário Jorge Marinho e dois jornalistas da GAZETA DE ALAGOAS. Barenco, no pedido de prisão, lembrou que, em liberdade, Jesse James, por ser policial civil e vereador em Coruripe, poderia influenciar nas investigações sobre as mortes de Cerqueira e Majelo da Silva. Recurso Ao apresentarem um recurso pedindo relaxamento da prisão de Jesse James, seus advogados alegaram que o preso não representava nenhum risco para as investigações sobre os crimes de Coruripe. Os advogados argumentaram que as ameaças aos dois delegados e aos jornalistas da GAZETA não passariam de ?bravatas?. Manutenção da prisão No seu despacho, o juiz Carlos Pitta Duarte não reconhece os argumentos dos advogados e considera que não haveria elementos novos para que sua decisão fosse revogada. Com a decisão do magistrado, Jesse James deve continuar preso, na sede do Tigre, em Maceió, pelo menos até o dia 28 de abril, mas os advogados ainda podem recorrer da decisão ao Tribunal de Justiça. O advogado José Fragoso disse que não deve recorrer da decisão do juiz Carlos Pitta ao Tribunal de Justiça, pois, como o prazo da prisão temporária termina no fim deste mês, não haveria tempo para entrar com um pedido de habeas-corpus no Tribunal de Justiça. Apesar de o prazo da prisão temporária ser de 30 dias, os delegados que investigam o ?caso Coruripe? podem encaminhar ao juiz Pitta Duarte um pedido de prorrogação do prazo de prisão, por mais 15 dias. Os delegados Marcílio Barenco e Mário Jorge Marinho têm prazo até o dia 28 de abril para concluir o inquérito e enviá-lo à Justiça.