Polícia
Tia e sobrinha s�o mortas a golpes de faca em Maribondo
A dona de casa Irene Maria dos Santos, 49, e sua sobrinha Alexandra dos Santos, 25, grávida de sete meses, foram mortas a golpes de faca-peixeira, no último fim de semana, em mais um crime bárbaro acontecido no interior do Estado. Os corpos foram encontrados no início da tarde de ontem, no Sítio Oiteiro, na zona rural de Maribondo, distante 94 quilômetros de Maceió. O agricultor José Pantaleão dos Santos, 57, revelou ontem, no Instituto Médico Legal Estácio de Lima, que sua filha Alexandra passou a dormir na residência da tia Irene, sua irmã, há pouco mais de um mês, quando os pais dele e de Irene morreram e a irmã ficou morando sozinha. ?Em dois meses, nós perdemos nosso pai e nossa mãe, por problemas de saúde?, declarou ele. Ir dormir com a tia não se constituía em dificuldade para Alexandra, pois a casa de Irene fica a cerca de 500 metros da residência de seu pai. Assim, a moça voltava para casa para tomar café pela manhã. Grávida do primo Segundo Pantaleão, sua filha estava grávida do primo, José Alielson Palmeira, 32, mas eles não tinham se casado ainda por decisão do agricultor. ?Eu disse a ela que, já que estava grávida, esperasse o nascimento do filho, pois faria uma festa só?, garantiu ele. Quando Alexandra concordou em ir dormir na casa da tia Irene, Alielson pediu para passar a noite com ela, pois ficava mais próximo da casa do sogros com quem trabalhava atualmente numa plantação de abacaxi. No entanto, na noite de domingo, Alielson não foi dormir em casa. Ele informou ao sogro que tinha ido trocar um animal numa grota próxima e, como ficou tarde, preferiu ir dormir na casa de seu pai, que fica num arruado próximo. Pela manhã, chegou na casa de Pantaleão perguntando pela companheira e, em seguida, foi trabalhar na roça. Treze facadas Foi José Alielson Palmeira quem tomou a decisão de ir até a casa de Irene, na manhã de segunda-feira. ?Ele estava aperreado com a demora de Alexandra e, por volta do meio-dia, foi até lá e encontrou a porta da frente aberta e o corpo de Alexandra?, que apresentava treze golpes de faca-peixeira, informou o agricultor. Pantaleão destacou que Alielson voltou para sua casa correndo e contou o que tinha visto. Até então, nada falou a respeito da morte de Irene, que estava no terreiro seminua com o pescoço cortado e apresentando outras facadas pelo corpo, inclusive no abdome. As suspeitas são de que a tia foi violentada sexualmente antes de ser assassinada, versão que se robustece em virtude de a peça íntima dela ter sido encontrada próximo ao corpo. A sobrinha estava só de calcinha. Os corpos das vítimas foram removidos para o IML de Maceió, onde chegaram às 21 horas. Mas só foram necropsiados no início da manhã. O laudo cadavérico, que pode confirmar o estupro de Irene, deve ser liberado pelo instituto em, no máximo, quinze dias.