Polícia
Pol�cia reabre inqu�rito da�morte de assessor pol�tico
EDNELSON FEITOSA O delegado do 2º Distrito, Dalmo Lima Lopes, reabriu as investigações do assassinato do assessor político Araken Rosendo dos Santos, ocorrido no dia 1º de outubro de 1994 e que até hoje permanece como crime insolúvel. O inquérito, que não aponta indiciados, foi devolvido à polícia pelo Ministério Público. Araken foi executado a tiros de revólver defronte do comitê de campanha da ex-deputada Fátima Cordeiro, localizado no Conjunto Santo Eduardo, na Jatiúca, com quem trabalhava. O promotor Alfredo Gaspar de Mendonça determinou a realização de oito procedimentos; entre eles, o de intimar para interrogatório o prefeito de São Luiz do Quitunde, João Alves Cordeiro, marido de Fátima, e membros de sua família para investigar informações surgidas na época de que foi um crime passional, encomendado pelo prefeito. O delegado foi orientado também a promover acareação entre o soldado Fernando dos Santos, que estava com Araken no momento do atentado, e o motorista da então deputada, identificado como Aílton. Este teria comentado com Fernando e Fátima Cordeiro que o prefeito tinha a intenção de matar o assessor, informação que chegou ao próprio Araken. A acareação deve ocorrer na próxima semana. A viúva Nelma Lessa Santos confirmou os rumores sobre um triângulo amoroso, em depoimento esta semana. Também será ouvido o ex-tenente-coronel Manoel Cavalcante, que teria falado do envolvimento do prefeito no homicídio. O prefeito João Cordeiro afirmou, ontem, que quer a apuração do crime, pois Araken ?era seu amigo?. Declarou que não tinha motivos para mandar matá-lo. Cordeiro atribuiu o crime a lideranças políticas da região.