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Cavalcante ser� ouvido no �inqu�rito da morte de Araken

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EDNELSON FEITOSA O delegado do 2º Distrito, Dalmo Lima Lopes, confirmou que o ex-tenente-coronel Manoel Francisco Cavalcante será ouvido no inquérito que apura o assassinato do assessor político Araken Rosendo dos Santos, morto a tiros, em 1994, no conjunto Santo Eduardo, na Jatiúca. O depoimento deve acontecer no presídio Baldomero Cavalcanti, na próxima semana. O inquérito foi reaberto por determinação do Ministério Público. Cavalcante é citado por várias testemunhas como sendo uma das pessoas que, na época, revelaram um suposto envolvimento do prefeito de São Luiz do Quitunde, João Alves Cordeiro, no homicídio, e que o crime teria conotação passional. Araken trabalhava como assessor da então deputada Fátima Cordeiro, esposa de Cordeiro. O militar Dorival Gonçalves de Sá também será reinterrogado sobre o assassinato de Araken. No dia da morte do assessor, Dorival chegou à Unidade de Emergência apresentando um ferimento a bala. Ele tornou-se suspeito do crime porque o soldado PM Fernando dos Santos, que estava na companhia da vítima, garantiu ter feito três disparos e atingido o homem que matou Araken. Dorival alegou, como álibi, que foi ferido no Tabuleiro do Martins. Desde que retomou as investigações sobre a morte de Araken, o delegado Dalmo Lima Lopes já ouviu a viúva do assessor, Nelma Lessa Messias Santos, e o soldado Fernando dos Santos. Ele deve convocar para depoimento e acareação o motorista de Fátima Cordeiro, Ailton José dos Santos. Este teria contado à deputada que Araken seria assassinado a mando de João Cordeiro, dias antes de o crime acontecer.

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