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Nº 5692
Polícia

F�rum ouve testemunhas do assassinato de professor

ODILON RIOS O Fórum de Satuba começou a ouvir as 49 testemunhas de acusação do assassinato do professor Paulo Bandeira, em junho de 2003, quando seu corpo foi encontrado carbonizado, preso a correntes, dentro de um carro abandonado em um canavial. Elas

Por | Edição do dia 12/05/2004 - Matéria atualizada em 12/05/2004 às 00h00

ODILON RIOS O Fórum de Satuba começou a ouvir as 49 testemunhas de acusação do assassinato do professor Paulo Bandeira, em junho de 2003, quando seu corpo foi encontrado carbonizado, preso a correntes, dentro de um carro abandonado em um canavial. Elas foram arroladas pelo Ministério Público (MP) Estadual e poderão trazer fatos novos sobre o assassinato do professor. Bandeira foi morto depois de denunciar desvios do Fundo de Manutenção do Ensino Fundamental e Valorização do Magistério (Fundef) na Prefeitura de Satuba. O suspeito número um do crime é o prefeito da cidade, Adalberon de Moraes, afastado do cargo e recolhido ao Presídio Baldomero Cavalcanti, respondendo por outro homicídio. Para acompanhar todos os depoimentos, o juiz-substituto da comarca, José Lopes Netto, dividiu o caso em várias partes. Ontem, testemunharam as dez primeiras pessoas, não identificadas à imprensa. Ainda não existe uma data definida para serem ouvidas as outras dez. Até ontem, vinte testemunhas depuseram contra o prefeito. “Este caso só diz respeito aos autores materiais do crime”, lembra o juiz, em conversa com a GAZETA DE ALAGOAS. Os acusados de autoria material do crime estão atualmente presos no Baldomero. São eles: os cabos Geraldo Augusto e Ananias Oliveira e o assessor do prefeito, Marcelo José dos Santos. Em outro processo, Adalberon responde como autor intelectual do crime. Defesa Para o advogado do prefeito afastado, Welton Roberto, a apuração do caso foi apressada demais e deixou de acompanhar detalhes importantes. “Até agora não apareceu nenhuma testemunha que incrimine o cabo Geraldo, o cabo Lima e Marcelo. Ou ainda que tivesse dado notícias da participação do crime”, destacou o advogado, ao se referir as 20 testemunhas já ouvidas pela Justiça. “Algumas delas disseram que não viram o acusado perto da escola”, afirma Welton. Anistia Paulo Bandeira foi queimado vivo, dentro do seu carro, na Fazenda Primavera, em Satuba. Estava acorrentado no volante. Ele trabalhava na escola Professora Josefa Silva Costa. No dia 1o  de junho de 2003, recebeu uma  ligação que solicitava sua presença na sede da Prefeitura Municipal. Não foi visto mais até o  dia 4, quando seu carro foi encontrado carbonizado. Uma carta deixada por Bandeira e uma gravação registram ameaças e desvios do Fundef, supostamente feitas pelo prefeito da cidade, Adalberon de Moraes. A brutalidade do caso ganhou repercussão internacional. (OR)

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