Polícia
MP pede explica��o sobre fuga em pres�dios
ODILON RIOS O secretário de Defesa Social, Robervaldo Davino, se reúne na próxima segunda-feira, na sede do Ministério Público, com o procurador-geral de Justiça, Dilmar Camerino. Eles vão discutir sobre as fugas e problemas estruturais nos presídios Cirydião Durval e Baldomero Cavalcanti. Davino negou que o encontro seja uma convocação do MP. ?O doutor Dilmar me ligou na quinta-feira e me pediu que fosse encontrar com ele. Antes de ele ser procurador e eu secretário, sempre fomos grandes amigos?, afirmou o secretário. Romeu Tuma Em almoço reservado, ontem, o secretário de Defesa Social esteve com o senador Romeu Tuma (PFL-SP), que esteve em Maceió para compromissos políticos. No cardápio, claro, segurança pública e estratégias policiais. ?Conversamos sobre segurança sim?, disse um lacônico secretário de Defesa Social. Em entrevista pela manhã à TV, Tuma declarou estar preocupado com a situação das polícias e o avanço da criminalidade no país, além da relação promíscua de policiais com o tráfico de drogas. ?Esses policiais são uma minoria, mas ferem o princípio da dignidade, da ação policial e ferem a tranqüilidade da população?, reconhece o senador. ?Reverter o crescimento deletério é difícil. Tem que deixar de comer, tem de estar na rua e buscar na seleção dos policiais a vocação. Policial que só quer emprego não serve para trabalhar nesta atividade?, completa. O senador paulista condenou também a presença das Forças Armadas nas ruas. ?Elas estão em uma situação financeira difícil?. Sobre a greve dos policiais federais, ele reconheceu que as seqüelas serão grandes. ?Essa greve de 60 dias, que graças a Deus acabou, vai causar choques entre agentes e delegados?. Tuma foi delegado de polícia durante 50 anos. Para ele, a saída para a condição das polícias e o combate ao crime está na unificação das polícias, porém de maneira paulatina, ?sem decretos ou leis?, ressaltou. A sugestão é que essa integração respeite o processo histórico, já que as polícias, durante anos, estavam separadas mas com um objetivo bem definido: o combate ao crime. ?Fazendo cursos unificados e colocando esses policiais para trabalhar juntos na mesma região, vai-se criando uma relação de intimidade profissional importante, sem existir sobreposição de atividades. Nosso inimigo é um só: o bandido. Essa união tem que crescer pela vontade do Executivo?, disse o senador.