Polícia
Meu filho n�o deveria morrer de forma t�o cruel e desumana
MAIKEL MARQUES Sucursal Arapiraca - O sorridente a alegre estudante de Direito Márcio Edsando Correia, 23, era uma pessoa reservada e não costumava fazer comentários sobre o seu namoro com a jovem Marcella Lagrotta. Uma semana atrás, no entanto, ele revelou à mãe que seu conturbado relacionamento teria chegado ao fim. Para surpresa de dona Eva Oliveira, um dia antes do crime ele revelou que havia se encontrado com a namorada. Um ano depois do início do relacionamento, Marcella ainda não fazia parte do convívio de sua família. ?Que barbárie. Meu filho não merecia morrer de forma tão cruel e desumana?, desabafou, ontem à tarde, Eva Oliveira Silva, horas depois de dar adeus ao filho caçula e ?cheio de sonhos?. Ainda emocionadas, ela e sua filha mais velha, Márcia Edvânia Oliveira, confirmaram que o estudante se mostrava feliz, apesar do ?movimentado? relacionamento com a jovem Marcella Lagrota, que era mãe de um filho, fruto de relacionamento com Gerson Lopes de Albuquerque Júnior, acusado de ser o autor do crime. Sem comentários Familiares do estudante ouvidos ontem pela GAZETA, em Arapiraca, confirmaram que Márcio não costumava fazer confidências sobre possíveis divergências com o ex-namorado de sua namorada. ?Ela poderia ter alertado meu filho para os riscos que ele corria?, afirmou Eva Oliveira, segundo a qual o filho não comentava sobre o andamento de seu relacionamento. ?Se soubesse que a história era tão complicada, teria pedido que ele a deixasse?, completou. Ela contou que falou com o filho pela última vez no sábado à tarde, horas antes do crime. ?Ele se preparava para viajar e participar de um congresso de estudantes. Estava sorridente e muito feliz quando nos falamos pela última vez?, conta Eva Oliveira, ainda transtornada e abalada com a interrupção da vida de seu filho. ?Infelizmente, ele não está vivo para se defender e contar o que realmente aconteceu entre ele, a namorada e o assassino?. ?Vai pagar? ?Só Deus sabe a dor que é perder um filho querido?, lamentava Eva Oliveira, que cobrou das autoridades empenho para prender e punir o responsável pela morte de seu filho, Márcio Edsandro. ?O acusado precisa sentir um pouco do que estou sentindo. Tenho muita fé e sei que ele um dia vai pagar pelo crime que cometeu?, finalizou dona Eva Oliveira. Ao falar do último adeus ao filho, ela fez referência às centenas de amigos que lhe prestaram a última homenagem. ?Eu tive uma certeza: ele era muito benquisto. Tinha muitos amigos?.