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�lcool, ci�me e arma: crime passional na orla

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ODILON RIOS Uma discussão passional acabou em morte na Praia de Ponta Verde, na manhã do último domingo. O estudante de Direito da Faculdade da Cidade de Maceió (Facima), Márcio Edsandro Silva Correia, 23, foi assassinado no posto do Stella Maris depois de uma discussão, por telefone, com Gerson Lopes de Albuquerque Júnior, 23. O acusado trabalha com o pai, Gerson Lopes de Albuquerque, dono de três fazendas no interior de Alagoas: a Meirim (em Joaquim Gomes), a Boa Sorte (em Atalaia) e a São Salvador (em Rio Largo). A família tem também, entre seus membros, políticos de influência em Atalaia. Motivo do crime: a disputa dos dois jovens pelo amor de Marcella Lagrotta, 23. Marcela Lagrotta viveu com Gerson durante quatro anos. Os dois tiveram um filho, que está com dois anos. Separada, Marcella namorava havia um ano com Márcio Edsandro. No depoimento que prestou ontem à polícia, Marcella contou que era comum receber ligações de Gerson ?quando ele estava embriagado?. Ela disse que se encontrou com Gerson pela última vez em dezembro do ano passado. Outros detalhes que chamaram a atenção da polícia: o fato de Gerson andar armado, segundo ela, e cenas de ciúme da vítima e do acusado. Depois do depoimento, no Ciapc III, Marcella não quis falar com a imprensa. No prédio onde mora, na orla da Pajuçara, a portaria também avisou que ela não falaria. No depoimento, Marcella contou que Márcio estava alcoolizado, na madrugada de domingo, e saiu com ela em um Golf prata, placa MUH 0692. Chegando à casa de um amigo (Kelai), dirigiram-se ao bar QG, no Stella Maris. Às 3h30, os dois namorados discutiram pela primeira vez. Motivo: ciúmes, porque Marcella, no bar, havia dado um cigarro a um amigo de Márcio. Depois de pedir que Márcio parasse de beber, Marcella pegou um táxi e foi embora, mas o rapaz não a viu sair. Ela ligou de casa se despedindo. Às 5h, Gerson Lopes ligou para Marcella, marcando um encontro com ela, que não quis vê-lo. ?Gerson perguntou se poderia ir onde ela estava; ela não aceitou?, descreve o depoimento. Minutos depois, Marcella escutou o barulho de um carro parando em frente ao prédio onde mora. Ao reconhecer o carro em que estivera com Márcio Edsandro, ela desceu para encontrá-lo, e houve nova discussão. No calor das palavras, o telefonema de Gerson foi lembrado. Nova discussão. Neste momento, o telefone celular de Marcella tocou mais uma vez. Novamente era Gerson querendo encontrá-la. Márcio tomou o telefone de Marcella e discutiu com Gerson, que desligou o telefone. Márcio ligou várias vezes até que Gerson atendeu ao telefone. Marcaram um encontro no posto Stella Maris, à beira-mar. ?A declarante pediu ?por tudo? para Márcio não ir, pois sabia que Gerson andava armado e poderia fazer algo com Márcio?, descreve o depoimento. Márcio não escutou e Marcella decidiu acompanhar o estudante até o posto, tentando dissuadi-lo do encontro. Já no posto, Márcio ligou para Gerson. ?Ele disse que estava chegando?, contou ela no depoimento. Cinco minutos depois ? os últimos de Márcio ? cerca de 6 horas da manhã, Gerson chegou ao posto num Ômega preto placa MUR-1115, saiu do carro já armado e não chegou a discutir: deu cinco tiros com um revólver 38, matando na hora o estudante. Ainda segundo o depoimento, Gerson deu ré no carro, bateu em um canteiro do posto e saiu em alta velocidade.

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