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“Caso Sinvaldo” vai indiciar policiais civis

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O inquérito que apura a morte do policial Sinvaldo José de Souza Feitosa, emboscado por quatro homens às 22h40 do dia 8 de julho de 2003, próximo a sua residência, no Vergel do Lago, está na fase final de investigação, garantiu o diretor do Departamento Metropolitano de Polícia, Alcides Nogueira. ?Na sexta ou na segunda-feira já estaremos com os trabalhos encerrados?, ressaltou. Serão três os indiciados, mas a polícia ainda não revela seus nomes. Dois deles são policiais civis. ?A lista pode ser ampliada até sexta-feira?, disse, lembrando que várias testemunhas (não adiantou o número) estão sendo ouvidas pela polícia. Nogueira afirmou, ainda, que a morte do policial Valter Santana, que trabalhava na Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos (DRFV) está ?100% elucidada?, mas não adiantou datas à imprensa. Valter Santana foi morto no dia 2 de junho de 2003, depois de uma emboscada. Naquele instante, ficou evidenciada a rivalidade interna entre policiais civis e a ramificação entre eles e autoridades constituídas em Alagoas. Um dossiê publicado ano passado por um semanário da capital denunciava a guerra nas polícias e sua aliança com autoridades. Os nomes citados eram os de Sinvaldo e Valter Santana. Na versão policial, Santana trabalhava na Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos (DRFV) e teve um desentendimento com os policiais Robson Rui, Alfredo Pontes e Sinvaldo Feitosa. O motivo teria sido o fato de Valter estar investigando o envolvimento de amigos dos três policiais em assaltos à mão armada. O assunto foi encarado como uma afronta pelos colegas, que decidiram matá-lo. Robson Rui Gomes de Araújo e Alfredo Pontes estão presos, acusados de integrar a ?guerra da Polícia Civil? e outros crimes de aluguel. O grupo preso também teria a participação de políticos da Assembléia Legislativa, segundo suspeitas da polícia. Nos depoimentos, Robson Rui e José Alfredo negam as acusações de que existia uma guerra nas polícias e também o assassinato dos dois policiais.

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