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Polícia

TJ aceita a��o e Adalberon vai ser julgado no caso Bandeira

O prefeito afastado de Satuba, Adalberon de Moraes Barros, será submetido a julgamento pelo Tribunal de Justiça, acusado de ser o autor intelectual (mandante) do assassinato do professor Paulo Henrique Bandeira, encontrado carbonizado dentro de seu carro,

Por | Edição do dia 19/05/2004 - Matéria atualizada em 19/05/2004 às 00h00

O prefeito afastado de Satuba, Adalberon de Moraes Barros, será submetido a julgamento pelo Tribunal de Justiça, acusado de ser o autor intelectual (mandante) do assassinato do professor Paulo Henrique Bandeira, encontrado carbonizado dentro de seu carro, num canavial em Satuba, em junho do ano passado. Por unanimidade de votos, o Pleno do Tribunal aceitou, ontem à tarde, a Ação Penal Originária do Ministério Público Estadual contra o prefeito, propondo que ele seja réu do crime. Adalberon de Moraes está preso no Baldomero Cavalcanti desde o ano passado, aguardando julgamento por outro crime: mandante do assassinato do assessor parlamentar Jeams Alves. Há outro processo contra o prefeito afastado, por agressão física a dois jovens, também em Satuba. Outro processo a que Adalberon respondia – por suposta agressão física a duas garotas de programa, em Brasília – prescreveu. Pelo assassinato do professor Paulo Bandeira, Adalberon será julgado pelos desembargadores do Tribunal de Justiça e não pelo Júri Popular, como acontece normalmente nos casos de crimes contra a vida. É que, como prefeito (embora afastado do cargo) ele tem essa prerrogativa, por força de uma lei aprovada pelo Congresso no fim do governo Fernando Henrique Cardoso. Queimado vivo O assassinato de Paulo Henrique Bandeira teve repercussão nacional e internacional. Ele lecionava numa escola pública do município e denunciou desvios de recursos do Fundo de Manutenção do Ensino Fundamental e Valorização do Magistério (Fundef) na Prefeitura de Satuba. Numa carta, escrita pouco antes de morrer, Bandeira revelava ter sido ameaçado de morte pelo prefeito. Em junho do ano passado, depois de ter estado na escola onde trabalhava, Bandeira desapareceu. Seu corpo foi encontrado, numa área de mata, acorrentado ao banco de seu carro, que havia sido incendiado. A polícia acredita que ele foi queimado vivo depois de ter sido submetido a sevícias pelos seus matadores.

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