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Cons�rcio de assaltantes de banco agia em AL

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ODILON RIOS O delegado Rubens Natário (regional de Penedo) foi à sede da Secretaria Executiva de Defesa Social entregar relatório à polícia alagoana descrevendo o modus operandi de uma quadrilha de assaltantes presa na Bahia e que teria realizado os assaltos às agências do Banco do Brasil de Junqueiro, Teotônio Vilela e Boca da Mata. Natário desconfia de que um assalto a um carro-forte, em Teotônio Vilela, ocorrido em fevereiro de 2003, tenha sido realizado pelos acusados. Ao todo, estão presos nove integrantes da suposta organização, em três estados diferentes: Bahia, Pernambuco e Sergipe. São eles: Aldeci Ferreira de Sá (?Índio?), Marcos Antônio dos Santos, Wendel Marlon Ferreira Farias e Evandro Libório Bispo. Fábio Silva de Paiva (?Sena?) e Ivanilton Batista Sabino (que utilizava a identidade de Francisco Clécio Nascimento Macedo) eram fugitivos do presídio de Salvador. Segundo Natário, os integrantes da suposta quadrilha tinham atuação em todo o Nor-deste e em alguns estados do Sudeste, como Espírito Santo e Minas Gerais. ?Eram três superquadrilhas que se juntaram e formaram uma cooperativa ou um consórcio do crime, fazendo assaltos, ao mesmo tempo, na Bahia e Pernambuco?, disse. Ao todo, conta, existem 60 integrantes. Há dois anos, diz a polícia, os membros se juntaram para formar uma composição complexa. Eles faziam o rastreamento dos criminosos especialistas em determinadas áreas (como rapel e utilização de bombas) e contratavam os serviços deles, terceirizando as atividades. Para dificultar a identificação, os acusados tinham vários líderes, e, na maioria das vezes, explica o delegado de Penedo, se conheciam no dia do assalto a uma agência ou carro-forte. Com eles, foram apreendidos 11 revólveres, duas escopetas calibre 12, nove pistolas, uma submetralhadora, que pertencia à Companhia Militar de Teotônio Vilela, um revólver calibre 38, de propriedade de um policial alagoano, uma carabina 9mm e uma calibre 38, oito coletes à prova de bala, seis balaclavas (máscara de proteção do rosto) e um uniforme camuflado do Exército, além de um Corsa sedan, um Fiat Uno, um Corsa tipo picape e uma moto. Armamento pesado do Exército brasileiro também estava em poder dos acusados. ?São pessoas perigosas, envolvidas em assaltos a bancos, carros-fortes e em seqüestros?, resume. Somente na Bahia, eles realizaram mais de 20 assaltos, destaca o delegado. Natário esteve na Bahia para interrogar dois dos acusados: José Carlos Vicente da Silva (vulgo ?Guarda-roupa? ou ?Negão?) e Roselane Oliveira de Souza (?Lane?).

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