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Promotor quer sindic�ncia para garantir nomea��o de delegado

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Com vários documentos, anexados ao inquérito 24/01, que investiga o assassinato de José Joaquim, o promotor Marcus Mousinho disse à GAZETA DE ALAGOAS que já enviou ofício, datado de 10/11/2003, pedindo um delegado especial para investigar o homicídio do eletricista, mas nada foi feito até hoje. O então assessor do secretário de Defesa Social, Valter Alves Gama, hoje secretário executivo de Ressocialização, recebeu o pedido, mas o secretário Robervaldo Davino alegou o não recebimento da documentação. Mousinho sugeriu a indicação do delegado Osvaldo Nunes para o caso. No ofício, mostrava-se o local onde estava o inquérito e até mesmo a Vara para que, através do cartório, o delegado nomeado pela Secretaria elucidasse o crime. ?Para a minha surpresa, no dia 23 de abril deste ano recebi um despacho do juiz Daniel Accioly informando que o inquérito foi remetido de volta para a 3ª Vara porque até hoje ninguém foi nomeado?, conta o promotor. Ele anuncia que segunda-feira vai pedir sindicância na Direção Geral da Polícia Civil e a Secretaria de Defesa Social porque não se nomeou delegado especial para apurar o homicídio. O diretor geral da Polícia Civil, Roberto Lisboa, explicando o fato à imprensa, disse ontem que ainda esperava do promotor a entrega do inquérito na própria secretaria. Mousinho nega que tenha feito um acordo com Lisboa neste sentido. A determinação para o recolhimento das armas do 1º e 3º Distritos Policiais partiu do ex-secretário de Defesa Social, Mário Pedro dos Santos. Elas foram enviadas ao Instituto Nacional de Criminalística ?e foram periciadas?, diz Mário Pedro. ?Nenhuma foi identificada como se tivesse expelido o projétil ou projéteis que ceifaram a vida de José Joaquim?, alega o ex-secretário de Defesa Social. Determinou-se o recolhimento de 53 armas de policiais civis do Estado. Porém, até hoje, as perícias técnicas não foram realizadas. Todavia, para o próprio Mário Pedro, a medida não daria certo: ?Os criminosos não são trouxas a ponto de usarem armas em seus nomes registradas, a não ser em crimes eventuais?. (OR)

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