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Caso Joaquim: 26 policiais n�o entregam armas

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ODILON RIOS O processo que apura o assassinato do eletricista José Joaquim, ocorrido em 1999, inclui uma lista de nomes de 26 policiais civis que não entregaram suas armas para a perícia técnica. Joaquim foi preso e torturado no dia 1º de julho de 1999 nas delegacias do 1º e do 3º Distritos Policiais (Levada e na Ponta Grossa, respectivamente), para confessar um assassinato que não havia cometido. Depois de solto, denunciou a ação criminosa dos policiais, que lhe aplicaram doze horas de torturas. Na mesma noite, o eletricista foi executado enquanto dormia, em sua casa, no Vergel do Lago. A relação dos policiais foi elaborada pelo então diretor do Departamento Central de Polícia Civil (Decepoc), Robervaldo Davino. A data: 3 de dezembro de2002. ?Nenhum destes policiais entregou as armas até hoje. Estamos esperando parajuntar com as que foram entregues e fazer a perícia?, conta o promotor da 3ª Vara do Tribunal do Júri, Marcus Mousinho. As armas entregues estão no cartório do 1º Tribunal do Júri. A lista da 3ª Vara do Tribunal do Júri inclui o vereador de Coruripe, Jesse James, que responde a vários crimes na Justiça. São os policiais: Cícero Robério de Souza, Vanildo Rufino dos Santos, Dagoberto Carlos Romeiro, José Benedito do Carmo, Jesse James Viana, Denaldo Moreira Lima, Anderson de Lima Silva, Renilton José dos Santos, Antônio Carlos Lins Vasco, José Péricles Rolim de Almeida, Flávio de Souza Wanderley, José Albérico Gomes de Lima, Francisco de Assis O. Costa, José Wilton B. Ferreira, José Valdir de O. Wanderley, Paulo José G. dos Santos, Reinaldo José de L. Rodrigues, João de Oliveira F. Filho, José Carlos Fernandes Neto, José Amâncio dos Santos, Uelinton Barbosa Silva, Genaldo Lima da Silva, Francisco de Assis de O. Costa, Nelton Moreira dos Santos, Valdemir Carvalho Fortes e Elias dos Santos. No caso de Renilton José dos Santos, Antônio Carlos Lins Vasco, João de Oliveira F. Filho e Uelinton Barbosa Silva, eles devem apresentar à polícia a arma Glock 380. Já Genaldo Lima da Silva, Valdemir Carvalho Fortes e Elias dos Santos, devem apresentar, segundo a lista, seus revólveres. Francisco de Assis de O. Costa ainda não entregou, segundo a lista, seu revólver 38. Desde novembro de 2003, o promotor pede um delegado especial para assumir o caso, mas até hoje a Secretaria de Defesa Social não fez a nomeação. ?As armas que já foram recolhidas ainda não foram devolvidas aos policiais porque não houve a designação de um delegado especial para apurar o caso José Joaquim?, ressalta o promotor.

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