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Depoimentos n�o ajudam juiz no caso Bandeira

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ODILON RIOS Oito testemunhas depuseram ontem pela manhã no Fórum de Satuba, no processo que apura o assassinato do professor de Educação Artística Paulo Bandeira, crime ocorrido há quase um ano, mas não acrescentam nenhuma novidade ao caso. Bandeira foi queimado vivo em seu carro, depois de denunciar suposto desvio de verbas do Fundef na prefeitura de Satuba. Das testemunhas, cinco são estudantes e um é o vigia da Escola Municipal Josefa Silva Costa, onde lecionava o professor assassinado. De acordo com o juiz do caso, José Lopes da Silva Neto, da comarca da cidade, todas as testemunhas foram arroladas pelo Ministério Público. Três delas prestaram novo depoimento porque as declarações anteriores apresentavam contradições. Nestes depoimentos, elas disseram ter visto o professor Paulo Bandeira junto a seu carro em uma estrada de barro perto do povoado Primavera. Foi neste povoado que apareceu o corpo de Bandeira, amarrado ao volante com uma corrente e queimado. ?Elas só nos disseram aquilo que já tinham visto antes?, contou o juiz. A GAZETA DE ALAGOAS conversou ontem, em Satuba, com duas testemunhas do caso: o vigilante da escola, José Ailton da Silva, e José Otávio Barbosa, pai de um estudante. Ailton esclareceu que trabalhava na escola das 6h da manhã ao meio-dia, e geralmente não se encontrava com o professor Bandeira porque este lecionava à tarde. Afirmou ainda ter recebido um telefonema da esposa de Paulo Bandeira, que estava preocupada porque o marido não tinha dado notícias. ?Eu disse a ela que não sabia de nada, porque ele não trabalhava no meu horário. Sugeri que ela ligasse para a Secretaria Municipal de Educação para ter informações?, disse. No dia que o carro com o professor foi encontrado (4 de junho de 2003), ele conta que soube da morte do professor na delegacia. Tinha sido arrolado como testemunha em outro processo, que apurava o sumiço de um gravador na escola. ?Às 10hs ou 10h40, alguém ligou da escola para a delegacia, dizendo ao delegado que tinham encontrado um carro no povoado Primavera e disseram que aquele carro poderia ser o do professor Paulo Bandeira?, contou o vigilante. Outro ouvido pelo juiz de Satuba foi um dos alunos de Educação Artística de Paulo Bandeira. De acordo com o pai do aluno, José Otávio Barbosa, o filho não sabe de nada. ?Ele não viu nada?, resumiu. ?Acho que as crianças não deveriam ser ouvidas neste caso. Acredito que isso vai durar muito?, afirmou o pai, em tom preocupado. O juiz só concluiu os depoimentos às 14 horas.

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