Polícia
Policial � acusado de matar agiota em Rio Largo
Depois de um policial militar ser acusado de matar um colega de farda no Henrique Equelman, um caso semelhante aconteceu em Rio Largo. O policial José Carlos de Oliveira (vulgo ?Navalhada?) é acusado pela polícia de matar a tiros o cabo da Polícia Militar Admilson Elias do Carmo (vulgo ?Cabo Mi?). A vítima era tesoureiro da Câmara de Vereadores da cidade, tinha uma Besta, que fazia transporte escolar, e era agiota. De acordo com a polícia, o fato de trabalhar com empréstimos financeiros pode provavelmente ser a causa da morte do cabo. No dia 16 de março, por volta das 17h20, Admilson estava dirigindo a Besta próximo ao colégio Agnus Dei, na Avenida Rotary (Rio Largo) quando um Fiat Uno parou e o ocupante começou a atirar nele à queima-roupa. ?Um dos tiros chegou a arrancar a arcada dentária?, descreve o laudo cadavérico da vítima. Ainda no laudo, a causa mortis foi choque hemorrágico, secção traumática dos vasos cervicais à direita. Um tiro entrou pelo olho esquerdo e outro atravessou o rosto, atingindo o osso malar, à esquerda. ?Todos disparados a curta distância?, descreve o laudo. Segundo a polícia, três testemunhas fizeram o reconhecimento do suposto matador. Três estudantes, dos dez que estavam no carro, apontaram ?Navalhada? como autor dos disparos. Eles identificaram o policial através de uma foto. Em depoimento prestado ao 12º Distrito Policial, em Rio Largo, outra testemunha também apontou o policial como sendo o assassino. Foi pedida a prisão preventiva pela Polícia Civil, mas o inquérito foi devolvido pelo Ministério Público, que solicitou novas diligências. Um funcionário da Casal na cidade, Maurício Menandi, é acusado pela polícia de ser o mandante do crime. (OR)