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At� no manic�mio ocorrem fugas

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Nem o Centro Psiquiátrico Judiciário Pedro Marinho Suruagy escapa dos índices desproporcionais de fugas e recapturas, de acordo com o levantamento do Desipe. Seis internos conseguiram fugir do presídio, de acordo com os dados. A primeira fuga ocorreu em 27 de janeiro de 2000, e até hoje Cícero José Fausto não foi encontrado. O último a fugir foi Manoel André dos Santos, no dia 18 de outubro de 2003, e foi o único a ser recapturado, de acordo com o levantamento. Quatro meses depois da fuga, foi reconduzido ao Pedro Marinho. O Manicômio Judiciário funciona ao lado do Baldomero Cavalcanti e abriga detentos com deficiência mental. Para o diretor do Desipe, tenente-coronel José Agamenon Oliveira da Silva, a causa do número reduzido de recapturas é a falta de estrutura policial. ?O sistema tem muita dificuldade para recapturar os presos?, revela. Quando um preso foge, descreve o tenente-coronel, a polícia da capital entra em contato com as delegacias regionais. Nelas, é mantido contato com as delegacias de cada município para se fazer as buscas dos fugitivos. ?Esse método tem sido eficiente, mas existe outro problema: é quando os presos que estão nas delegacias são transferidos para os presídios?, descreveu. Porém, existem os gastos para colocar os policiais na rua, ou melhor, no interior do Estado (segundo Agamenon, o local mais escolhido pelos foragidos). Para evitar as fugas, o Serviço de Engenharia do Estado de Alagoas (Serveal) elabora um projeto para a construção de muros do lado de fora do Cirydião Durval. ?Na verdade, o Baldomero tem um muro com 5 metros de altura, mas a fragilidade é grande?, destacou. Objetos que facilitam as fugas entram de uma forma ou de outra nos presídios, confirma o diretor do Desipe. ?Na quarta-feira mesmo, em uma revista nos sanitários femininos de visitas do Baldomero, dentro da caixa de descarga, encontrei uma faca de mesa. Por isso, mudamos as regras. Quando houver visitas no Baldomero, vamos fazer inspeção nos banheiros para evitar que se encontrem objetos como estes?, afirma Agamenon. ?Não é fácil escapar do Baldomero. Pelo menos, não por cima?, conclui o tenente-coronel.

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