Polícia
Pronto inqu�rito de seq�estros em AL e PE
ODILON RIOS O Ministério Público Estadual tem em mãos cópia do inquérito policial pernambucano que investiga a ação de uma quadrilha de seqüestradores desbaratada recentemente em Alagoas. São sete os indiciados, mas seus nomes não foram adiantados à imprensa. Um deles é Luiz Carlos Barros, o ?Carioca?, acusado de liderar a quadrilha que seqüestrou a estudante universitária Mariane França, filha do empresário José Costa França, o ?Zé Pivete?. José Cícero Gomes e Edeildo Martins da Silva também foram indiciados no seqüestro alagoano. No caso do inquérito pernambucano, investiga-se a ação do grupo em outro seqüestro: o do filho do dono da empresa de transporte Borborema, Gustavo Schwambarch, do mesmo grupo da Real Alagoas. A família do estudante pagou o resgate. A polícia de Pernambuco chegou a prender parte da quadrilha que seqüestrou Schwambarch, mas Luiz Carlos fugiu para Alagoas. Foi preso este mês, acusado de liderar o seqüestro de Mariane França. A cópia do inquérito está na 5ª Vara Especial Criminal, sob tutela da promotora Marluce Falcão de Oliveira. A GAZETA tentou contato com a promotora para saber o porquê da requisição da cópia, mas foi informada, em sua casa, que ela estava em audiência na 5ª Vara. Seqüestros Nos depoimentos, segundo o presidente do inquérito que apurou a ação dos seqüestradores em Alagoas, delegado Dalmo Lopes, os três homens confirmaram a participação em outros seqüestros em Alagoas, como o do estudante Carlos Henrique Dâmaso (filho do proprietário da Casa Vieira), do universitário Alex Cícero de Mendonça Alves (filho do empresário Álvaro Mendonça, da Madeireira Carajás) e de ?Celsinho? Pontes de Miranda, filho do tabelião Celso Pontes de Miranda. Segundo Dalmo Lima, Carioca confirmou que participou do assassinato de dois dos outros membros do grupo, conhecidos como ?Tonho? e ?Gordo?. A ação do grupo era violenta. Vídeos com cenas de maus-tratos eram produzidos e enviados aos pais do seqüestrado para forçar o pagamento do resgate, conforme atestaram membros da cúpula da Segurança Pública de Pernambuco, ao traçar o modus operandi dos acusados.