Polícia
Fid�lis � recapturado e vai a julgamento em agosto
EDNELSON FEITOSA O juiz Geraldo Cavalcante Amorim, da 3ª Vara Especial Criminal, afirmou, ontem, que o fazendeiro Fernando Fidélis, recapturado no último domingo pela polícia alagoana, será julgado na primeira quinzena de agosto pelo assassinato do tributarista Sílvio Vianna, crime ocorrido no dia 28 de outubro de 1996, em Ipioca. Fidélis havia fugido do presídio Baldomero Cavalcanti, no dia 7 de novembro do ano passado e, por isto, deixou se ser julgado junto com os outros dois réus, o ex-tenente-coronel Manoel Francisco Cavalcante e o ex-soldado Garibalde Amorim. Ambos foram julgados e condenados a 19 anos de prisão, num dos mais demorados julgamentos da história recente de Alagoas ? pouco mais de 72 horas. Segundo o magistrado, o julgamento de Fidélis não poderá ser antecipado, em virtude do recesso de julho, quando o Poder Judiciário entra em férias. As férias forenses começam no dia 20 de junho. ?Quando voltarmos às atividades, mandarei publicar edital comunicando o julgamento e convocando os jurados?, disse o juiz. Fuga O fazendeiro Fernando Fidélis, preso e acusado de ter participado da morte de Sílvio Vianna e de comandar uma chacina de quatro pessoas, aproveitou-se de uma viagem para sua fazenda, localizada no município de Pindoba, distante 93 quilômetros de Maceió, para fugir. Ele havia conseguido permissão do então diretor do presídio Baldomero Cavalcanti, Marcos Arantes, para participar da festa de aniversário de sua filha. Fidélis teria burlado a vigilância de dois agentes penitenciários, logo após chegar em sua propriedade, entrando num veículo e fugindo do local. Os guardas tinham ficado na varanda, enquanto o fazendeiro deixava a casa por uma porta lateral. O ex-diretor do presídio está sendo processado por facilitar a fuga do detento. Fidélis decidiu fugir do Baldomero Cavalcanti, de acordo com a polícia, após tomar conhecimento de que seria julgado no mês de novembro, juntamente com Cavalcante e Garibalde, no processo da morte de Sílvio Vianna. Ele teria montado e executado uma trama dias depois do anúncio feito pela Justiça, confirmando o julgamento dos três acusados do crime, que alcançou repercussão nacional.