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Taxista � assassinado ao reagir a assalto

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EDNELSON FEITOSA Três assaltantes mataram, com sete tiros de revólver, o taxista Arquimedes Paixão de Santana, 58. O crime aconteceu no início da noite do último sábado, num trecho da Rua Mascarenhas de Moraes, em Cruz das Almas. As testemunhas do latrocínio contaram que a vítima reagiu ao assalto e, por isto, acabou assassinada pelos bandidos, que fugiram a pé, em direção à praia. Como os estampidos chamaram a atenção e havia muita gente nas proximidades, eles deixaram o local sem levar nada. Filho da vítima, o estudante de Biologia da Ufal Arquimedes Filho, 20, declarou ontem, na Delegacia de Roubos e Furtos, que o pai saiu de casa, no bairro do Prado, por volta de 19h30, para apanhar um passageiro no Shopping Iguatemi e levá-lo para Mangabeiras. Ele acredita que o taxista tenha deixado o cliente e apanhado os ladrões, que terminaram por executá-lo a tiros. Ele afirmou que Arquimedes era um taxista experiente, com mais de 20 anos de profissão, e que havia trabalhado em São Paulo, como motorista de ônibus. ?Não tínhamos preocupação com ele, pois achávamos que jamais isto pudesse acontecer?, afirmou Arquimedes Filho. Irmã gêmea Sua irmã gêmea, Elaine de Santana, que cursa Letras na Ufal, afirmou que o pai era pessoa muito preocupada com a questão de segurança. ?Ele sempre falava quando saíamos à noite: cuidado com a vida?, revelou. E sempre ia buscá-los na faculdade, porque ela e o irmão estudam no horário noturno. Arquimedes, Elaine e um irmão menor nasceram em São Paulo. Porém, como a mãe, Elenita Veríssimo, é alagoana, a família decidiu vir morar em Maceió. Todos dependiam da renda do pai, pois só ele trabalhava: os filhos se dedicavam aos estudos e a esposa aos cuidados domésticos. O veículo Parati, prata, de placa MUR 2506/AL, de propriedade de Arquimedes, foi recolhido ao pátio da Secretaria de Defesa Social para ser periciado pelo Instituto de Criminalística, devendo ser liberado ainda hoje. O delegado Cícero Lima determinou abertura de inquérito sobre o latrocínio, prometendo se esforçar para esclarecer o crime. Arquimedes Filho não acredita em outra hipótese senão a de assalto.

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