Polícia
Morte de comerciante gera protesto
O prefeito comunitário do Jacintinho, Hélio Ferreira, decidiu liderar um movimento de protesto contra a violência no bairro, logo após o assassinato do comerciante Elias Resende, 64, executado a tiros de revólver em seu estabelecimento, localizado na Rua Cleto Campelo. O latrocínio foi praticado por três homens, que não foram identificados pela polícia e continuam impunes, em liberdade. Adriano Sá, empresário do setor de movelaria, revelou que a família de Elias veio de São Paulo para morar em Maceió por considerar a capital paulista muito violenta. ?O cidadão terminou assassinado por assaltantes em nossa pacata cidade?, ironizou. Adriano explicou que seu estabelecimento não foi atacado por bandidos porque costuma trabalhar com cheques e cartões de crédito. Mas decidiu participar do movimento em solidariedade à comunidade e aos colegas que já foram vítimas das quadrilhas de assaltantes. Dinheiro da feira Maria José de Freitas demonstrava, aos gritos, sua indignação pelo clima de violência vivido pelos moradores do Jacintinho. ?Já não posso sair de casa nem para fazer compras na feira?, disse. ?Os ladrões ficam observando e até mostrando armas para nós. Eu mesma fui assaltada há quinze dias. Um pivete colocou uma pistola na minha cara e tomou 100 reais que eu levava para comprar carne. Ele roubou também o meu celular e disse que eu não denunciasse, nem olhasse para ele?, desabafou a doméstica. Maria José não era a única mulher vítima de assaltantes que participou do protesto. ?Ninguém pode sair de casa para chegar mais tarde porque corre o risco de ser assaltado, nem tem sossego quando os filhos saem, até para ir ao colégio?, afirmou Cristina da Conceição. Hélio Ferreira informou que, apesar dos transtornos causados pelo fechamento da Avenida Cleto Campelo, na manhã de ontem, uma nova mobilização de moradores e comerciantes do Jacintinho está sendo planejada. Segundo ele, o protesto será ?mais radical e de resultados imprevisíveis?.