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Sem proj�teis, n�o h� exame bal�stico

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O diretor do Centro de Perícias Forenses, Ailton Villanova, argumentou ontem que, sem as cápsulas e os projéteis, é impossível realizar o exame balístico nas armas encaminhadas pela Justiça ao Instituto de Criminalística. ?Nós já recebemos as pistolas 380, apreendidas pelo delegado Arnaldo Soares de Carvalho e que estavam em poder de suspeitos do crime, porém não temos condições de fazer qualquer tipo de análise, pois não vieram as munições indispensáveis para a perícia?, afirmou. O perito esclareceu que sinais deixados pelo cano da arma nos projéteis, uma espécie de impressão digital, é que são analisados no exame balístico. Por isto, não adianta ter armas de suspeitos sem os projéteis encontrados na casa e no corpo do eletricista e artista plástico José Joaquim. O assassinato de José Joaquim alcançou grande repercussão no Brasil e no exterior. Ele foi assassinado com mais de 20 tiros de revólver e pistola. O homicídio aconteceu no interior da residência dele, no bairro de Ponta Grossa, no dia 2 de junho de 1999. José Joaquim teria se envolvido numa confusão de bar, que resultou no assassinato do policial civil José de Melo. O eletricista foi preso e torturado para confessar um crime que não cometera. Joaquim foi recolhido ao presídio São Leonardo, onde permaneceu por quase uma semana. Posto em liberdade, ele denunciou as torturas. Na mesma noite, foi assassinado dentro de casa, na Ponta Grossa. O caso está na Justiça até hoje, pois a ausência do exame balístico das armas dos suspeitos emperra o processo.

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